João Arcanjo Ribeiro foi condenado pela morte de dono de jornal e outros crimes. Segundo a denúncia, centrais de jogo do bicho teriam voltado a funcionar.

Em condicional há seis mese, o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro prestou depoimento à Justiça, em Cuiabá, nesta quinta-feira (2), para prestar esclarecimentos sobre denúncias de que ele teria retomado o esquema de jogo do bicho no estado.

De acordo com a Justiça, as denúncias contra Arcanjo foram protocoladas em junho e julho deste ano, no fórum da capital. Porém, a assinatura do documento está ilegível.

O Ministério Público Estadual (MPE) e a defesa de Arcanjo solicitaram imagens do circuito de segurança do local para identificar os denunciantes. Posteriormente eles também devem ser convocados para depor.

O juiz Geraldo Fidélis, da Vara de Execução Penal, também intimou uma suposta vítima que alega ter sido agredida a mando de João Arcanjo em dezembro de 2017, quando ele ainda estava preso.

Em julho, após denúncia, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) desarticulou uma central do jogo do bicho, que funcionava no Centro de Cuiabá. Na ocasião, foram detidos quatro homens e 50 máquinas usadas em apostas.

No local, a polícia teria encontrado anotações em um envelope com os nomes do filho de Arcanjo, João Arcanjo Ribeiro Filho, e da ex-mulher dele, Sílvia Chirata.

Segunda polícia, um dos homens detidos teria afirmado que as máquinas apreendidas pertenceriam a um homem que trabalhava para a empresa Colibri. A marca Colibri pertencia a Arcanjo.

Crimes e acusações

João Arcanjo está em liberdade condicional desde fevereiro deste ano. Ele ficou preso por aproximadamente 15 anos.

Arcanjo foi condenado por sete crimes, entre eles, o assassinato do jornalista Sávio Brandão. De acordo com as investigações, o crime foi motivado por publicações que denunciavam o jogo do bicho em Mato Grosso.

Ele também é acusado de crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, homídios, organização criminosa, além do crime de contravenção, que é o jogo do bicho.

Fonte | G1

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