Keila Catarina era responsável por realizar pagamentos e transferências para a quadrilha, segundo a polícia. A prisão dela é um desdobramento da operação ‘Crédito Podre’.

A gerente financeira de uma empresa com sede em Cuiabá foi presa, na sexta-feira (2), por suposta participação num esquema que sonegou R$ 140 milhões em ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). A prisão de Keila Catarina de Paula foi divulgada nesta quinta-feira (8).

A prisão da gerente é um desdobramento da operação ‘Crédito Podre’, deflagrada em dezembro do ano passado em cidades de Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina.

De acordo com a Polícia Civil, Keila foi presa no Shopping Popular de Cuiabá, onde tem uma banca. Ela é suspeita de efetuar todos os pagamentos e transferências em nome da organização criminosa.

Dezoito pessoas foram indiciadas por envolvimento no esquema. O grupo, segundo a Polícia Civil, cometeu fraude na comercialização interestadual de grãos (milho, algodão, feijão, soja, arroz, milho, sorgo, painço, capim, girassol e niger).

Organização criminosa burlava o sistema para sonegar imposto (Foto: Polícia Civil-MT/ Divulgação)

Organização criminosa burlava o sistema para sonegar imposto (Foto: Polícia Civil-MT/ Divulgação)

Eles responde por crime de organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documento falso, uso indevido de selo público e sonegação fiscal.

Durante a investigação foi descoberto a constituição de mais de 30 empresas, de fachada ou mesmo fantasmas, com a finalidade de simular operações internas de venda de grãos, para criação de créditos suspeitos de ICMS.

Dano aos cofres públicos

Passou pelas mãos da organização criminosa uma carga de 1 bilhão de grãos, avaliada em R$ 2,1 bilhões. Desta, 12% não teve recolhimento de ICMS.

O dinheiro sonegado aos cofres estaduais seria suficiente para construir 753 leitos de UTI, 72 escolas, 1.400 casas populares, e comprar 938 viaturas, de acordo com o delegado.

As investigações começaram em fevereiro deste ano, após uma equipe técnica da Sefaz) verificar uma movimentação anormal de algumas empresas.

Fonte | G1

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