O Tribunal do Júri da Comarca de Diamantino condenou o réu Antônio José de Souza a 28 anos e 04 meses de prisão em regime fechado por mandar assassinar e ocultar o cadáver de sua ex-amante, de apenas 17 anos. A vítima estava grávida. O júri foi presidido pelo juiz da Segunda Vara, Gerardo Humberto Alves Silva Junior.

O crime ocorreu em 2015, mas foi desvendado somente em julho do ano passado. Inicialmente a vítima era dada como desaparecida. A descoberta da morte violenta caso gerou revolta e comoção em todo o Estado.

Conforme os autos, mandante e executor enterraram juntos o corpo da vítima em um sítio, localizado em Alto Paraguai. Por isso, o réu foi submetido a julgamento por homicídio com três qualificadoras (mediante paga ou promessa de recompensa, motivo fútil – interromper a gravidez da vítima e ocultar relacionamento extraconjugal e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino) e também por ocultação de cadáver. Ele está preso desde a fase do inquérito policial. O executor do crime foi assassinado em 2016.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE), após Investigação do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) de Cuiabá, na pessoa do então delegado Luciano Inácio.

“Esse caso, como outros que tivemos aqui, foi marcante por se tratar de uma menor e também pela forma de como tudo ocorreu. Foi muito delicado, mas que teve um desfecho relativamente rápido para a condenação do réu”, disse o juiz.

Fonte | Olhar Direto
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