Devido às prioridades e urgências da vida moderna, um número crescente de languageschools passou a oferecer, e os aprendizes preferem ter, aulas do idioma-alvo apenas uma vez por semana, geralmente com duas horas de duração. O fato é que, o que parece ser a melhor opção hoje, pode vir a trazer mais pontos negativos do que positivos quando se considera a eterna e generalizada busca pelo aprendizado “de qualidade”, vítima do esforço mínimo ou medíocre dos mais interessados: os próprios alunos.
Na prática, apesar da insistência por parte de (alguns) professores, os alunos em geral não participam de atividades extras oferecidas pelas escolas, não frequentam grupos de conversação e acreditam que assistir filmes ou séries e ouvir música ou podcasts (quase sempre de maneira passiva), por exemplo, seja algo que vai ajudá-los a alcançar o objetivo de serem fluentes e confiantes quanto ao que efetivamente sabem dentro de pouco tempo.
Essa doce ilusão não demora a criar uma confusão generalizada na cabeça desses learners, pessoas que almejam participar de uma revolução silenciosa, em que a proximidade e a familiaridade com o idioma-alvo (quase sempre o inglês) “vêm com o tempo e no momento certo”. Traduzindo: sem muito esforço físico e mental!
Cada um pensa e faz o que quer na vida, claro. Agora, detonar o próprio potencial e apostar mais no autodidatismo e no isolamento, em vez de participar de atividades interessantes e interativas com pessoas do mundo real, de carne e osso (e, às vezes, silicone!), é só mesmo para as “pessoas mais especiais” mesmo – para não dizer outra coisa.
A propósito, em que grupo você está?

 

BATATA INGLESA
Reflexões linguísticas
by Jerry Mill

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