Dados do Fórum Brasileiro de Segurança divulgados, nesta segunda (30), apontam que Mato Grosso registrou, em 2016, cerca de 97 crimes violentos que resultaram na morte de mulheres, o que significou uma queda de 23% na comparação com 2015, quando houveram 126 mortes. A redução nos casos foi a segunda maior registrada no país no período.

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Em MT não há dados estatísticos sobre feminicídios pela defasagem de delegacias

As informações também integram o 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O primeiro Estado com a maior redução no caso de crimes letais intencionais contra mulheres foi Rondônia, que teve queda de 33,9%.

Apesar da diminuição dos casos em Mato Grosso, o Estado ainda está acima da média nacional no quesito. No ano passado, foram mortas seis mulheres a cada 100 mil, sendo que a taxa brasileira foi de 4,4 mortes a cada 100 mil mulheres.

A redução de casos totais de crimes violentos possibilitou que Mato Grosso deixasse de ter a maior taxa neste quesito. Em 2015, as 7,8 mortes a cada 100 mil mulheres faziam o Estado liderar entre todas as unidades da federação. No entanto, com essa queda, hoje Mato Grosso figura na 4ª colocação no ranking de Estado com maior índice de assassinatos de mulheres.

O relatório ainda analisa os casos de feminicídios, que são as situações em que a vítima é morta justamente por ser mulher. Entretanto, Mato Grosso é um dos 11 Estados em que esses dados não estão disponíveis. Além disso, aqui a contagem no número de homicídios dolosos contra as mulheres inclui mortes decorrentes de intervenções policiais.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a nível nacional no ano passado a cada 2h uma mulher foi assassinada, o que resultou em um total de 4,6 mil mortes. “Mas apenas 533 casos foram classificados como feminicídios, demonstrando as dificuldades no primeiro ano de implementação da lei”, pontua.

Atendimento

A falta de registros sobre as situações que caracterizam feminicídio talvez seja explicada pela falta de locais que atendem de maneira tipificada esses casos. De acordo com o Anuário, em Mato Grosso somente cinco delegacias são especializadas no atendimento de violência às mulheres. Esse registro faz com que o Estado seja o quarto menor em número de delegacias do tipo.

A taxa de estabelecimentos da Polícia Civil que investiguem ações violentas contra as mulheres também é pequena em Mato Grosso, sendo que existem 0,3 delegacias a cada 100 mil mulheres. Essa representação só não é menor do que no Distrito Federal (0,1), Alagoas (0,2), Bahia (0,2), Ceará (0,2), Pernambuco (0,2) e Rio de Janeiro (0,2).

O Brasil tem 443 delegacias especializadas e São Paulo lidera esse ranking com 129 unidades do tipo, sendo seguido de longe por Minas Gerais (50) e Santa Catarina (24).

Fonte | RDNews

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