Nova tecnologia identifica focos de dengue e reforça combate ao Aedes aegypti em Rondonópolis



Município passa a utilizar armadilhas inteligentes para localizar áreas de risco e intensificar ações contra dengue, zika e chikungunya

A Prefeitura de Rondonópolis deu mais um passo no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Secretaria Municipal de Saúde passou a utilizar um novo método de monitoramento chamado ovitrampa, tecnologia que permite identificar com maior precisão os locais com maior infestação do mosquito e direcionar as ações de combate.

A iniciativa faz parte de um programa do Ministério da Saúde e já começou a ser aplicada em uma das regiões consideradas mais críticas da cidade.

Armadilha atrai mosquito e revela áreas de risco

O sistema funciona por meio da instalação de recipientes que simulam criadouros ideais para o mosquito. As fêmeas do Aedes aegypti são atraídas para o local e depositam seus ovos nas armadilhas.

Após cinco dias, equipes da Vigilância Epidemiológica recolhem o material para análise em laboratório. A contagem dos ovos permite identificar a densidade populacional do mosquito e apontar quais bairros necessitam de ações mais intensas de controle.

Segundo a Secretaria de Saúde, a primeira etapa do projeto está sendo desenvolvida em uma área que engloba cerca de 20 mil imóveis, entre os bairros Monte Líbano e Carlos Bezerra.

Região foi escolhida por apresentar histórico de infestação

A escolha da área não foi por acaso. O local foi definido após estudos que analisaram os índices de infestação do mosquito registrados nos últimos cinco anos em Rondonópolis.

Mesmo durante o período de estiagem, quando tradicionalmente os casos tendem a diminuir, o novo sistema já identificou pontos que exigem atenção das equipes de saúde.

A expectativa é que a tecnologia permita uma atuação mais rápida e eficiente antes mesmo do aumento dos casos da doença.

Método ajuda a prevenir surtos de dengue

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a ovitrampa não apenas auxilia na eliminação de ovos presentes no ambiente, mas também fornece informações estratégicas para o planejamento das ações de campo.

Com os dados coletados, a Secretaria de Saúde consegue direcionar visitas, bloqueios, orientações à população e ações de controle exatamente onde o risco é maior.

A estratégia é considerada uma das mais eficientes para monitoramento do vetor em diversas cidades brasileiras.

População continua sendo peça fundamental

Apesar da adoção da nova tecnologia, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao mosquito depende da colaboração dos moradores.

Pequenos recipientes com água parada, como vasos de plantas, calhas entupidas, pneus, garrafas e caixas d’água mal vedadas continuam sendo os principais criadouros do Aedes aegypti.

As autoridades alertam que a prevenção deve ser mantida durante todo o ano, inclusive nos períodos de seca, quando o mosquito continua circulando e depositando ovos em locais favoráveis.

Dengue continua preocupando autoridades

A dengue segue sendo uma das principais preocupações das autoridades sanitárias em todo o país. Além da doença, o Aedes aegypti também é responsável pela transmissão da zika e da chikungunya, enfermidades que podem causar complicações graves.

Com a chegada da ovitrampa, Rondonópolis busca fortalecer a vigilância epidemiológica e ampliar a capacidade de resposta diante de possíveis surtos.

Foto | Marcos Miraglia
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