Com foco em 48 municípios prioritários, o Programa União com Municípios capacitou centenas de profissionais para transformar a realidade de assentados e pequenos produtores.
Mato Grosso e outros cinco estados da Amazônia Legal estão prestes a passar por uma transformação histórica no campo. O Programa União com Municípios (UcM), liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), acaba de concluir a maior formação instrumental já realizada pela Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural).
Ao todo, 450 profissionais de assistência técnica foram capacitados e vão a campo para atender mais de 7,3 mil famílias nos próximos dois anos. O objetivo? Unir regularização de terras, adequação ambiental e geração de renda.
Tudo isso impulsionado por um investimento robusto de R$ 131,9 milhões vindos do Fundo Amazônia.
O foco em Mato Grosso: Menos desmatamento, mais dinheiro no bolso
O projeto mira diretamente os 48 municípios prioritários da Amazônia Legal (distribuídos entre MT, AC, AM, PA, RO e RR) que concentram os maiores esforços do governo para o controle do desmatamento.
A estratégia não é apenas fiscalizar, mas dar suporte para o produtor produzir de forma correta e lucrar com isso. De acordo com André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento do MMA, o plano é provar que a floresta em pé gera desenvolvimento.
“Queremos melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e demonstrar que reduzir o desmatamento gera renda e desenvolvimento”, explicou o secretário.
Regularização da terra e acesso a crédito: O combo da virada
Para quem vive nos assentamentos e na agricultura familiar, o maior desafio costuma ser a burocracia. Sem documento da terra e sem regularização ambiental, o produtor fica “invisível” para os bancos e não consegue financiamento para melhorar sua produção.
É aí que entra o diferencial desse novo time de profissionais que vai a campo. Pela primeira vez, a Anater vai integrar três frentes em uma única ação:
- Regularização Fundiária: Resolver o acesso à documentação definitiva da terra.
- Adequação Ambiental: Solucionar pendências ambientais das propriedades.
- Assistência Técnica de Ponta: Ensinar métodos sustentáveis e abrir portas para o mercado.
Entrada direta no mercado e em programas do governo
Com a propriedade regularizada, as famílias atendidas em Mato Grosso e nos estados vizinhos terão facilidade para acessar políticas públicas essenciais que antes pareciam distantes, como:
- CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar)
- PAA (Programa de Aquisição de Alimentos)
- PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar — venda direta para merenda das escolas)
Para a presidenta da Anater, Loroana Santana, a iniciativa busca garantir o “bem viver” das populações amazônicas com foco em justiça social e soberania alimentar: “É produção de alimentos saudáveis e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”.
Nos próximos meses, as equipes técnicas começam a desembarcar nas regiões prioritárias, levando inovação, suporte jurídico e novas oportunidades de mercado para o homem do campo.
com informações Ascom Anater e Ascom MDA









