Caso Gisele: PM aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio em São Paulo

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O caso envolvendo a morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou um novo desdobramento nesta semana. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito do crime, foi aposentado pela Polícia Militar de São Paulo.

A decisão foi publicada no Diário Oficial e determina a transferência do oficial para a reserva, mesmo enquanto ele segue preso.

Aposentadoria com salário parcial

De acordo com a portaria, Geraldo Leite Rosa Neto passará a receber cerca de 97% do salário que tinha na ativa.

Antes da prisão, o rendimento bruto do oficial era de aproximadamente R$ 29 mil. Com a aposentadoria, o valor deve ficar em torno de R$ 21 mil mensais.

Prisão e investigação do caso

O tenente-coronel foi preso no dia 18 de março, em São José dos Campos, e atualmente está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

Ele é investigado pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, ocorrida no dia 18 de fevereiro, em um apartamento no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Processo de expulsão pode mudar cenário

Além da investigação criminal, a Corregedoria da Polícia Militar abriu um processo administrativo que pode resultar na expulsão de Geraldo Leite Rosa Neto da corporação.

Caso isso aconteça, ele perderá definitivamente o direito ao salário integral vinculado ao cargo.

Caso segue em apuração

As investigações seguem conduzidas de forma paralela pela Corregedoria da PM e pela Polícia Civil, que trabalham para esclarecer todos os detalhes do caso.

O episódio levanta debates sobre benefícios concedidos a agentes públicos investigados por crimes graves e reforça a atenção para casos de violência contra a mulher no Brasil.

Foto | Reprodução

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