Vacina contra HPV pode evitar a maioria dos casos
O câncer do colo do útero ainda figura entre os principais desafios de saúde pública no Brasil, apesar de ser amplamente reconhecido como um dos tipos de câncer mais preveníveis. Com estratégias já disponíveis e eficazes, como a vacinação contra o HPV, a realização periódica de exames preventivos e o acompanhamento médico regular, é possível evitar a grande maioria dos casos e reduzir de forma significativa o impacto da doença no país.
A Unimed Cuiabá reforça a importância da prevenção e da informação como principais ferramentas para reduzir o impacto da doença.
O médico ginecologista e obstetra João Félix Dias, professor e doutor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reforça a importância do cuidado regular com a saúde.
“Vá para a visita regular ao ginecologista. Não procrastine, não postergue, mantenha esse compromisso com você mesma. Faça seus exames e siga as orientações pertinentes”, orienta o especialista.
Um câncer frequente e ainda letal
O câncer do colo do útero é atualmente o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil, quando se excluem os casos de câncer de pele não melanoma.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam cerca de 17.010 novos casos por ano no país no triênio 2023–2025, o que corresponde a um risco aproximado de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres.
Apesar de ser amplamente prevenível, a doença ainda apresenta alta mortalidade. Mais de 5 mil mulheres morrem anualmente no Brasil, o equivalente a uma morte a cada 90 minutos.
Projeções para 2026 apontam ainda um crescimento de aproximadamente 14% no número de novos casos, cenário que preocupa especialistas e reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção, vacinação e diagnóstico precoce.
HPV é o principal fator de risco
A principal causa do câncer do colo do útero é a infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), vírus extremamente comum e transmitido principalmente por contato sexual.
Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, sendo que alguns deles são classificados como de alto risco por estarem associados ao desenvolvimento de câncer.
Dr. João Félix explica que uma das formas de cuidado e prevenção é evitar múltiplos parceiros sexuais, diminuir a exposição de risco, manter relações com proteção. “Após a detecção do vírus é importante a realização do acompanhamento ginecológico com realização de exames periódicos do citopatológico para verificar o aparecimento e evolução de lesões precursoras do câncer de colo do útero.”
Vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção
A vacina contra o HPV é considerada uma das estratégias mais eficazes para prevenir o câncer do colo do útero. “Devemos incentivar a imunização das meninas e meninos. Pois melhora a resposta imune em eventuais exposições e cria um bloqueio diminuindo ou impedindo a circulação do vírus na população vacinada”, complementa o ginecologista.
A imunização protege contra os principais tipos do vírus associados ao desenvolvimento da doença e ajuda a reduzir a circulação do vírus na população.
Especialistas recomendam que a vacinação seja feita preferencialmente antes do início da vida sexual, quando a resposta imunológica é mais eficiente.
Além de proteger meninas, a vacinação de meninos também é importante, pois contribui para reduzir a transmissão do vírus.
Exames preventivos continuam essenciais
Mesmo com a vacinação, os especialistas reforçam que os exames preventivos continuam fundamentais.
O exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, permite identificar alterações nas células do colo do útero ainda em fases iniciais. Quando detectadas precocemente, essas alterações podem ser tratadas antes de evoluírem para o câncer.
O acompanhamento médico também pode incluir exames como colposcopia, biópsia e testes moleculares para identificação do HPV, que permitem classificar o vírus em grupos de alto ou baixo risco.
Segundo especialistas, a detecção precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura.
Desafios na prevenção
Apesar das ferramentas disponíveis, o Brasil ainda enfrenta desafios importantes na prevenção da doença.
Menos de 1% dos municípios brasileiros atingiu a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 70% de cobertura de rastreamento entre mulheres elegíveis para exames preventivos.
A baixa cobertura de exames, somada às desigualdades regionais no acesso à saúde, faz com que muitas mulheres recebam o diagnóstico em estágios mais avançados da doença.
Na região Centro-Oeste, por exemplo, a incidência estimada é de 16,66 casos por 100 mil mulheres, e estados como Mato Grosso apresentam números preocupantes de mortalidade.
Como se vacinar
A vacina HPV9 está disponível para crianças a partir dos 09 anos. Os interessados em se vacinar devem procurar o Núcleo de Vacinação da Unimed Cuiabá, portando documento de identificação e cartão de vacina – caso não possua, será fornecido pela equipe na hora do atendimento. Para informações sobre agendamento, disponibilidade de vacinas e orientações específicas, acesse os canais oficiais da Unimed Cuiabá ou entre em contato com a Central de Atendimento.
Consulte as formas de pagamento. A Unimed oferece opções acessíveis de parcelamento.
Endereço: Rua Barão de Melgaço, 2050, Centro (em frente ao Pronto Atendimento – Unimed Cuiabá).
Horário de atendimento: Segunda à sexta-feira, das 8h às 18h e sábado, das 8h às 12h. (fechado aos domingos e feriados)
Via | Assessoria Unimed Cuiabá








