STJ mantém presa estudante de direito suspeita de aplicar golpes bancários em MT com links falsos



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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão da estudante de direito Lilia Grazielly Correia da Silva, investigada por integrar um esquema de golpes financeiros em Mato Grosso. Segundo a polícia, ela se passava por funcionária de banco para enganar vítimas e obter acesso a contas bancárias.

A decisão foi assinada pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro no dia 30 de março, que negou o pedido de soltura apresentado pela defesa. A estudante está presa desde dezembro de 2025.

De acordo com as investigações, Lilia atuava junto com o namorado em um esquema estruturado de fraudes eletrônicas. O casal enviava links falsos às vítimas, se apresentando como representantes de programas de recompensas de instituições bancárias, induzindo os usuários a fornecer dados sensíveis.

Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que não houve excesso de prazo na investigação. A denúncia foi apresentada 66 dias após a prisão, período considerado adequado diante da complexidade do caso, que envolve múltiplas vítimas, atuação em diferentes estados e necessidade de perícias em dispositivos eletrônicos.

Na decisão, o magistrado destacou que a prisão preventiva é necessária para evitar novos crimes e garantir o andamento das investigações. Segundo ele, há risco de destruição de provas digitais, articulação com outros envolvidos e continuidade das fraudes.

O caso também chamou atenção pelo nível de organização do grupo criminoso. Conforme apontado pela investigação, havia divisão de tarefas entre os envolvidos, uso de tecnologia e atuação coordenada, o que reforça a gravidade da conduta.

A prisão ocorreu em Tangará da Serra, a 253 km de Cuiabá, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa do casal. No local, a Polícia Civil de Mato Grosso encontrou seis celulares, um notebook, mais de nove chips de telefonia e dinheiro em espécie.

A análise do material apreendido revelou mensagens que comprovam o esquema. Segundo os investigadores, o casal enganava as vítimas por meio de comunicação direta e links fraudulentos, conseguindo acesso indevido a contas bancárias.

As últimas mensagens enviadas pelos suspeitos ocorreram poucas horas antes da chegada dos policiais, o que reforça a continuidade da prática criminosa até o momento da prisão.

Diante das evidências, os dois foram presos em flagrante por estelionato qualificado. O caso segue em investigação e pode envolver outras pessoas.

A decisão do STJ reforça o alerta sobre o crescimento de golpes digitais no Brasil e a importância de redobrar a atenção ao receber links suspeitos ou mensagens que solicitam dados bancários

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