Dentista do CEJAM reforça que a halitose pode ser sinal de problemas na boca, no estômago ou outras complicações de saúde
A repercussão recente envolvendo um participante do Big Brother Brasil trouxe à tona um tema comum, mas ainda cercado de constrangimento: o mau hálito. Comentários feitos dentro do programa e a forte reação nas redes sociais colocaram a halitose em evidência e abriram espaço para uma discussão que vai além do desconforto social: afinal, o que essa condição revela sobre a saúde?
A halitose é caracterizada por odores desagradáveis expelidos pela boca e atinge uma parcela significativa da população. Estimativas de entidades odontológicas indicam que cerca de 30% a 40% das pessoas já enfrentaram essa situação em algum momento da vida. Embora frequentemente associada à falta de higiene, o problema pode ter múltiplas origens, incluindo fatores bucais, hábitos de vida e até alterações sistêmicas.
Entre as causas mais comuns estão o acúmulo de saburra lingual — aquela camada esbranquiçada sobre a língua —, doenças gengivais, jejum prolongado e determinados alimentos. O tabagismo é outro ponto de atenção: além de deixar um odor característico, o cigarro favorece o ressecamento da boca, altera a flora oral e aumenta o risco de gengivite e periodontite, inflamações que podem intensificar o quadro.
Alterações no sistema digestivo, como refluxo gastroesofágico, gastrite e outras doenças do estômago, influenciam o agravamento em alguns casos. Diabetes, infecções e outras condições clínica podem estar igualmente relacionadas, o que reforça a necessidade de avaliação profissional.
“O mau hálito não deve ser visto apenas como uma questão de higiene. Em muitos casos, ele é um sinal de desequilíbrio na saúde bucal ou até de outras condições do organismo”, explica Marcelo Fonseca, dentista do Centro de Especialidades Odontológicas Capão Redondo, unidade gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP).
O dentista destaca ainda que o constrangimento em torno do tema dificulta o diagnóstico. “Muitas pessoas não percebem o próprio hálito ou evitam buscar ajuda por vergonha. Mas a halitose tem tratamento e, na maioria das vezes, pode ser controlada com medidas simples e acompanhamento adequado. Além das consultas periódicas ao dentista, é importante buscar também uma avaliação médica e, quando necessário, realizar exames complementares para fechar o diagnóstico e investigar o problema de forma mais ampla”, orienta.
Entre as principais recomendações estão escovar os dentes após as refeições, usar fio dental diariamente e higienizar a língua com raspadores específicos ou com a própria escova. Manter boa hidratação, evitar longos períodos em jejum e reduzir o consumo de alimentos com odor forte também ajudam na prevenção. Para fumantes, abandonar o cigarro é uma medida importante não apenas para o hálito, mas para a saúde em geral.
“É importante ressaltar a atuação multidisciplinar entre dentistas e demais especialidades médicas, garantindo um cuidado mais completo no diagnóstico e no tratamento do paciente com halitose”, finaliza.
Sobre o CEJAM
O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.
A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.
O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.
Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!
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