16 de março de 2026 | 16h50
Por Redação Giro MT
Para a entidade, o texto representa um marco divisor de águas que elevará o estado a um novo patamar de competitividade e sustentabilidade mineral.
O Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) reiterou na última quinta-feira (12.03), durante reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Mineração na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), seu apoio ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 19/2026, que institui a nova Política Estadual de Mineração. Para a entidade, o texto representa um marco divisor de águas capaz de elevar o estado a um novo patamar de competitividade e sustentabilidade mineral.
Representando o IBGM no GT, Roberto Cavalcanti, que também preside o Comitê de Mineração do Instituto, enfatizou que o projeto não é apenas uma compilação de normas, mas uma ferramenta de transformação econômica. Segundo ele, um dos pontos centrais é o direcionamento de recursos para mapeamento geológico, geofísico e desenvolvimento tecnológico.
“Estamos presenciando um momento histórico para a mineração em Mato Grosso. Este projeto é a alma da política mineral do Estado, pois garante recursos para os próximos 15 anos voltados ao mapeamento e à inovação. Com tecnologia, teremos rastreabilidade do ouro, certificação e tokenização, agregando valor ao nosso produto em nível nacional e internacional”, afirmou Cavalcanti.
O dirigente destacou ainda que a segurança jurídica e o investimento em pesquisa são os pilares para atrair novos negócios e fortalecer a mineração responsável. “Fazer política mineral sem recursos é apenas hipótese. Este projeto traz a base financeira necessária para que Mato Grosso lidere o setor com inovação tecnológica, com uso de inteligência artificial, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social”, acrescentou.
O diretor-executivo do IBGM, Ecio Morais, na ocasião representado por Roberto Cavalcanti, fez questão de parabenizar o apoio das autoridades do Estado de Mato Grosso, que estão comprometidas com os avanços do setor. “Quero parabenizar o autor deste importante projeto, o deputado Max Russi, pela iniciativa e pelo compromisso com o desenvolvimento do estado. Também faço questão de reconhecer o apoio fundamental do secretário Paulo Leite e do governador Mauro Mendes, que têm sido parceiros importantes nesse processo. Esse tipo de união e visão de futuro é essencial para que possamos ter avanços no setor l”, destacou.
Na oportunidade, a vice-presidente do grupo de trabalho, Dra. Taís Costa, destacou a importância de reunir vários parceiros, como o IBGM, para estruturar a Política Estadual de Mineração. “Estamos na etapa final de construção da Política Estadual de Mineração, que estabelece um marco regulatório para organizar e fortalecer o setor no estado. Para a comissão, é uma alegria imensa reunir tantos atores ladeados”, disse.
Projeto “Ouro Sem Mercúrio”
Paralelamente às discussões legislativas, o Comitê de Mineração do IBGM, sob a liderança de Roberto Cavalcanti, tem focado esforços no projeto “Ouro Sem Mercúrio”. A iniciativa, que já atua de forma pioneira na Baixada Cuiabana, busca eliminar o uso de mercúrio no processo de amalgamação do ouro.
O objetivo é promover uma mineração de pequena e média escala ambientalmente limpa e socialmente responsável. Na ocasião, Cavalcanti destacou que a eliminação do mercúrio é um passo fundamental para que o ouro mato-grossense conquiste certificações internacionais de sustentabilidade, garantindo a preservação dos recursos hídricos e a saúde das comunidades locais.
“O projeto tem potencial para transformar a região em um modelo internacional de mineração moderna e sustentável, conectando o setor extrativo à indústria joalheira e às cadeias produtivas de maior valor agregado”, concluiu.
Via | Assessoria Foto | Divulgação









