O negócio é no Telegram: como grupos fechados viraram a nova máquina de fazer dinheiro na internet

O negócio é no Telegram: como grupos fechados viraram a nova máquina de fazer dinheiro na internet

Como grupos exclusivos viraram a nova engrenagem de lucro na internet e colocaram o app no centro da economia dos criadores de conteúdo pago

Nos bastidores da creator economy brasileira, um novo modelo de negócios vem ganhando escala — e não acontece nem no Instagram, nem no TikTok. Criadores de conteúdo adulto estão migrando para grupos fechados no Telegram, onde conseguem transformar suas comunidades em verdadeiras fontes de receita recorrente. Com baixo custo operacional e liberdade total de conteúdo, muitos já ultrapassam R$150 mil de faturamento por mês, em canais gerenciados por bots e acessados exclusivamente por assinantes.

A engrenagem dessa nova economia gira com a ajuda da VibX, startup brasileira que oferece soluções de automação e monetização dentro do Telegram. De forma quase invisível, a empresa atua como facilitadora de toda a operação: permite pagamentos via Pix e cartão, automatiza a entrada dos assinantes nos grupos, envia conteúdos programados, controla tentativas de vazamento e oferece uma vitrine para criadores em busca de audiência. Tudo isso com uma taxa por transação inferior à de plataformas como OnlyFans ou Privacy — e sem interferir na gestão do conteúdo.

“Diferente de uma rede social, o Telegram dá ao criador o controle total sobre sua operação. Ele define o preço, o formato e a frequência de entrega. Com automação, tudo pode rodar com equipe mínima”, explica Fernando Werneck, CEO da VibX.

Com cerca de 60 mil novos usuários mensais acessando o marketplace da plataforma, a VibX se tornou referência para quem deseja transformar conteúdo em negócio. A influenciadora Martina Oliveira, conhecida como “Beiçola da Privacy”, é um dos principais cases da empresa. Em menos de um ano operando com Telegram e automação da VibX, ela já superou R$300 mil em vendas de conteúdos exclusivos.

A operação segue um modelo simples, mas eficaz: o público é captado em redes como Instagram e TikTok, e direcionado para o grupo pago via link. O pagamento é feito em poucos cliques, e a entrada no canal acontece automaticamente. A entrega do conteúdo é feita por bots — com frequência, cronograma e até mensagens personalizadas. A experiência é tão direta que muitos assinantes relatam a sensação de um relacionamento “real”, alimentando o que especialistas chamam de economia do afeto digital.

Além da assinatura mensal, criadores oferecem vídeos avulsos, áudios com nome do assinante, “mimos digitais” e pacotes personalizados. Isso eleva o tíquete médio e fideliza a base. Segundo a VibX, datas como o Dia dos Namorados costumam multiplicar a receita, impulsionadas pela busca por interação personalizada.

Enquanto isso, o Instagram tenta correr atrás. Desde 2023, a plataforma da Meta passou a liberar recursos de assinatura para criadores com mais de 10 mil seguidores. A adesão existe, mas com limitações: o conteúdo precisa seguir as diretrizes da comunidade — o que praticamente exclui produções adultas — e o sistema de pagamento embutido retém taxas elevadas, chegando a 30% em dispositivos iOS.

No Telegram, o criador recebe quase tudo diretamente. A plataforma não interfere na cobrança e, com ferramentas como a VibX, o fluxo de pagamento e entrega acontece de forma segura, flexível e com retorno líquido maior. A ausência de algoritmos também favorece a fidelização: quem entra no canal pago não depende de viralizações ou do humor do feed para consumir.

Mais do que uma alternativa, o Telegram se consolida como uma plataforma central para quem vive de conteúdo exclusivo. E o Brasil, onde o app já é amplamente adotado, se torna um campo fértil para essa nova engrenagem de monetização direta.

Com liberdade, previsibilidade de receita e controle sobre a base de assinantes, os grupos pagos do Telegram são, hoje, o equivalente digital a um negócio próprio. E com startups como a VibX potencializando esse ecossistema, o modelo deve se expandir para além do nicho adulto — alcançando criadores de fitness, educação, mentoria e lifestyle.

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