As doses vão chegar de forma escalonada, de abril até novembro deste ano. Serão 100 milhões de doses da Pfizer e outras 38 milhões da Janssen.
De acordo com o cronograma de vacinação apresentado pelo ministro, as 100 milhões de doses da vacina da Pfizer serão entregues de abril até o dia 30 de setembro, no seguinte esquema: 1 milhão em abril, 2,5 mi em maio, 10 mi em junho e em julho, 30 mi em agosto e outras 46,5 mi de doses em setembro.
Ainda de acordo com o cronograma, o Brasil tem 562 milhões de doses previstas até o fim do ano, somando todas as remessas entregues desde janeiro, pelo Instituto Butantan (Coronavac) e Fiocruz (Astrazeneca-Oxford), junto às vacinas de outros laboratórios que já foram compradas ou estão em tratativas.
As outras doses que se somam à previsão são as da Pfizer, Janssen, Covaxin, Sputnik V, estipuladas para chegarem ao Brasil a partir de março. Sob pressão pelo atraso na vacinação, o ministro já se adiantou a possíveis mudanças no cronograma, que tem gerado cobranças do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.
“O cronograma é para ser alterado, quando a farmacêutica não entrega, quando a linha de produção para, quando acontece qualquer dificuldade na legalização da doses. Quanto mais estivermos no começo do ano e do processo, mais alterações podem acontecer”, afirmou.
Pazuello também admitiu que pode ser demitido nos próximos dias, caso seja a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“O ministro da saúde será substituído? Provavelmente sim, um dia. Mas não estou doente e nós não vamos parar nem um minuto. Não paramos ontem, hoje e nem pararemos amanhã. Todos os meus interlocutores estão focados na missão e vão continuar”, disse.
Ele porém garantiu que não pedirá demissão ou deixará o cargo por iniciativa própria: “eu não vou pedir para ir embora. Isso não é uma brincadeira. Isso é sério, é uma pandemia”.
Em busca de substitutos a Pazuello, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta segunda (15) com Marcelo Queiroga, presidente da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia). O médico é um dos cotados para assumir o Ministério da Saúde após a recusa da médica cardiologista Ludhmila Hajjar.
Ludhmila havia sido uma das indicadas pelo Centrão e chegou a se encontrar com Bolsonaro no domingo. Ela porém, foi bombardeada pelas rede sociais e por seguidores do presidente, que encaminharam diretamente ao núcleo de poder do Planalto gravações em áudio e também vídeos em que a cardiologista critica a ação federal frente à pandemia.
Além de Queiroga, José Antonio Franchini Ramires, professor titular do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, é cotado para o cargo, ocupado atualmente pelo general Eduardo Pazuello.
Queiroga tem bom trânsito em Brasília e no governo, tendo sido convidado este ano para integrar a direção da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS. Já Ramires teria sido indicado ao presidente por sua ala ideológica.










