<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Inglês Empresarial	</title>
	<atom:link href="https://www.giromt.com.br/2018/02/20/ingles-empresarial/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.giromt.com.br/2018/02/20/ingles-empresarial/</link>
	<description>As melhores notícias de Rondonópolis e região</description>
	<lastBuildDate>Sat, 24 Feb 2018 23:04:49 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.1</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Portarredo		</title>
		<link>https://www.giromt.com.br/2018/02/20/ingles-empresarial/#comment-40</link>

		<dc:creator><![CDATA[Portarredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2018 23:04:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.giromt.com.br/?p=5431#comment-40</guid>

					<description><![CDATA[Para estes, a morte duma língua é a morte do mundo inteiro. Na verdade, o mundo morre sempre que morre alguém… Esta atitude aparece muitas vezes entre aqueles que defendem que cada língua representa uma forma distinta de ver o mundo — e que a tradução entre línguas é uma ilusão. Já discuti este tema de forma mais profunda noutros artigos e no livro Doze Segredos da Língua Portuguesa. Para quem defende esta separação insanável entre os falantes das várias línguas, a morte duma língua é a morte de qualquer coisa que podemos chamar de mítica. No entanto, se virmos bem, se aquilo que os falantes duma língua sabem ou conseguem dizer é impossível de traduzir ou comunicar aos falantes doutras línguas, então o desaparecimento duma língua não é assim tão grave. Não tínhamos acesso, de qualquer maneira, àquilo que essa língua tinha para nos oferecer. É grave para os falantes da língua, mas se estes já morreram, que falta nos faz essa língua? O leitor talvez queira, agora que nos aproximamos do fim do texto, uma posição marcada: o choro compulsivo de quem vê uma língua partir ou o encolher de ombros de quem descobre que nada disso importa. Na verdade, tenho outra coisa: uma imensa curiosidade sobre estas línguas todas, mortas ou em constante mutação, mas pouca vontade de arrancar cabelos por ideias etéreas sobre o valor místico desta língua ou daquela. Fiquemos com isto: o desaparecimento duma língua é, de facto, uma perda, mas é preciso escavar um pouco mais para perceber por que motivos — encontro pelo menos dois: Quando uma língua desaparece, há menos interesse em proteger uma tradição literária e uma série de textos escritos nessa tradição.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para estes, a morte duma língua é a morte do mundo inteiro. Na verdade, o mundo morre sempre que morre alguém… Esta atitude aparece muitas vezes entre aqueles que defendem que cada língua representa uma forma distinta de ver o mundo — e que a tradução entre línguas é uma ilusão. Já discuti este tema de forma mais profunda noutros artigos e no livro Doze Segredos da Língua Portuguesa. Para quem defende esta separação insanável entre os falantes das várias línguas, a morte duma língua é a morte de qualquer coisa que podemos chamar de mítica. No entanto, se virmos bem, se aquilo que os falantes duma língua sabem ou conseguem dizer é impossível de traduzir ou comunicar aos falantes doutras línguas, então o desaparecimento duma língua não é assim tão grave. Não tínhamos acesso, de qualquer maneira, àquilo que essa língua tinha para nos oferecer. É grave para os falantes da língua, mas se estes já morreram, que falta nos faz essa língua? O leitor talvez queira, agora que nos aproximamos do fim do texto, uma posição marcada: o choro compulsivo de quem vê uma língua partir ou o encolher de ombros de quem descobre que nada disso importa. Na verdade, tenho outra coisa: uma imensa curiosidade sobre estas línguas todas, mortas ou em constante mutação, mas pouca vontade de arrancar cabelos por ideias etéreas sobre o valor místico desta língua ou daquela. Fiquemos com isto: o desaparecimento duma língua é, de facto, uma perda, mas é preciso escavar um pouco mais para perceber por que motivos — encontro pelo menos dois: Quando uma língua desaparece, há menos interesse em proteger uma tradição literária e uma série de textos escritos nessa tradição.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
