Evento, que acontece até amanhã (13), em Brasília, discute os desafios e as perspectivas para o segmento

O primeiro dia do 1º Fórum Nacional do Leite, realizado na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, foi marcado por debates sobre políticas públicas em prol da valorização da produção leiteira e do apoio aos produtores brasileiros. O evento também destacou as comemorações dos 50 anos do Sebrae e o aniversário de cinco anos da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite).

Durante as boas-vindas aos participantes do fórum, o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, reconheceu a atuação da Abraleite como entidade representativa e ressaltou as iniciativas do Sebrae em prol do pequeno produtor. “O valor de uma boa representatividade faz uma grande diferença e é positiva para o produtor de leite brasileiro, sem contar a geração de empregos no setor, que é formidável”, disse.

O presidente da Abraleite, Geraldo Borges, por sua vez, fez questão de frisar que os queijos artesanais brasileiros têm conquistado prestígio e reconhecimento fora do Brasil, em competições internacionais, inclusive na França. “Queremos que o Brasil seja reconhecido não só como o terceiro maior produtor de leite, mas também como uma cadeia produtiva organizada e unida, capaz de exportar e trazer mais dignidade para todos”, frisou.

Potencial de mercado

A abertura do evento também contou com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, que reforçou o papel do Brasil na segurança alimentar mundial e o seu potencial para se tornar o maior exportador de lácteos do mundo. “Lançamos, recentemente, o Plano Safra, que foi mais robusto depois de tudo pelo que passamos na pandemia. Demos preferência aos pequenos e médios produtores”, enfatizou.

Na ocasião, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, deu exemplos de iniciativas voltadas para a valorização dos produtores, principalmente àqueles ambientalmente engajados. “No caso da produção do leite, temos um resíduo que pode se tornar biogás e biometano como uma solução ambiental”, comentou.

Incentivos ao segmento

O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, e o presidente da Embrapa, Celso Moretti, participaram do painel “Políticas Públicas” no primeiro dia do Fórum. Ribeiro fez uma análise do cenário do agronegócio brasileiro, com destaque à produção de leite do país. “Um total de 99% dos municípios brasileiros possui produção leiteira. Esse setor tem um grande potencial de crescimento, com mais investimento e orientação técnica voltada aos produtores”, avaliou o dirigente da instituição financeira. Por outro lado, Moretti enumerou os avanços do agronegócio brasileiro e enfatizou como ciência, tecnologia e inovação têm contribuído para a pecuária de leite. “Em menos de cinco décadas, o Brasil foi capaz de criar um modelo sustentável e competitivo de agricultura tropical, sem paralelo no mundo”, declarou.

Em participação virtual, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues reiterou a posição do agronegócio brasileiro no mundo. Segundo ele, o cenário é desafiador, mas cheio de oportunidades. “O caminho é a tecnologia, estrutura logística, renda para o campo e, sobretudo, sustentabilidade”, disse.

Homenagem

O ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2022, foi homenageado pela sua contribuição ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro. De forma virtual, ele agradeceu imensamente o carinho e reforçou a importância da atuação das lideranças. “Não é a falta de recursos nem de tecnologia, mas, principalmente, a falta de liderança que está prejudicando o encontro das soluções mais viáveis e compatíveis com a necessidade dos homens.”

Mercado

A cadeia produtiva do leite é a que mais gera empregos no Brasil e está presente em 99% dos municípios brasileiros, movimentando R$ 170 bilhões por ano. Com mais de 35 bilhões de litros produzidos anualmente, o país ocupa hoje o terceiro lugar na produção mundial de leite. Já a produção nacional de queijos coloca o país na 5ª posição mundial, com consumo de aproximadamente 5,5 kg per capita/ano, ficando atrás de países como Argentina (11kg) e Grécia (20kg).

O Brasil possui cinco indicações geográficas (IG) de queijos, registradas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). São eles: Queijo Canastra (MG), Queijo Serro (MG), Queijo de Marajó (PA), Queijo da Colônia Witmarsum (PR) e o Queijo de Campos de Cima da Serra (SC e RS).

Via | Assessoria Sebrae   Foto | Freepik
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