Especialista explica sobre os sinais de violência nos relacionamentos e a importância de denunciar o agressor

O mês da mulher, celebrado em março, traz a oportunidade para comemorar as conquistas, mas também mobilizar a sociedade pelo fim da violência de gênero. O sofrimento e tantas mortes são revelados nas estatísticas, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) cerca de 105 mil pessoas, o equivalente a 18,9% da população do Amapá, disse ter sofrido algum tipo de violência, seja psicológica, a grande maioria, física ou sexual. Deste número 4 mil mulheres foram vítimas da violência sexual.

É preciso estar atento aos sinais mais sutis. Em grande parte dos casos de violência contra mulher, os resultados não deixam marcas físicas e as sequelas são psicológicas. A vítima, por medo ou vergonha, silencia sobre a violência. Mas, como identificar um comportamento agressivo? A psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade de Cuiabá (Unic), Daieni Marla Soares Dias, explica que há características que identificam esse perfil.

“É preciso ficar atenta aos sinais mais sutis, isso porque o comportamento violento não acontece de uma hora para outra. Uma relação saudável não envolve a privação da liberdade, controle sobre a pessoa ou ciúme excessivo, por exemplo. Para que o agressor avance com as agressões, ele utiliza algo que se chama ‘o ciclo da violência’. Isso acontece quando ele age com alguma forma de violência, em seguida pede desculpas, reconhece o erro, diz que irá melhorar, envolve a vítima em uma narrativa de mudança, até agredir novamente”, explica.
A especialista diz que geralmente a violência acontece quando a mulher já está submetida, insegura e frágil. “Como existe um ciclo, a agressão, seja ela física, psicológica ou qualquer outra, sempre retorna cada vez com uma maior intensidade. Na grande maioria dos casos, a mulher se sente desamparada e sem forças para reagir”, detalha.

A psicóloga alerta que ao perceber qualquer sinal de violência a mulher precisa buscar ajuda e denunciar o agressor. “É preciso quebrar o ciclo que consiste basicamente em: Violência — pedido de desculpas — promessas de mudanças — novo tratamento para provar que mudou — nova violência. A denúncia precisa ser feita no primeiro sinal, para evitar repetições”, pontua.

Veja os tipos de violência contra a mulher:

Violência física: lesar a integridade ou saúde corporal da mulher;

Violência psicológica: agredir a saúde emocional, mental e sua liberdade de ser;

Violência sexual: forçar ou intimidar a mulher a uma relação sexual não desejada;

Violência patrimonial: reter, subtrair ou destruir bens, valores e direitos;

Violência moral: caluniar, difamar ou cometer injúria.

Confira telefones para denúncia:

Disque 100

Ligue 180

Ligue 190

Via | Assessoria
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