O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, disse, nesta quarta-feira (2), que o estado não cogita a possibilidade de anular o concurso que foi realizado no dia 20 de fevereiro. Mais de 100 denúncias de irregularidades feitas pelos candidatos são apuradas pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Para o secretário, o número de denúncias é pequeno em relação à quantidade de candidatos (mais de 60 mil) e disse que nenhuma delas tem provas conclusivas de falhas na segurança nos locais de prova.

“Não há possibilidade de anular o concurso. A possibilidade de vazamento é zero, a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) já confirmaram isso através de um laudo, então a possibilidade de anulação é zero” disse.

No dia 25 de fevereiro, a Politec descartou um suposto vazamento das provas na internet, um mês antes da aplicação.

O deputado João Batista (PROS) entregou à Polícia Federal um pedido de investigação sobre supostas falhas que teriam sido cometidas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), local contratado pelo estado para aplicar a prova.

O Tribunal de Contas do Estado determinou ns última sexta-feira (25) a suspensão do concurso até o fim das investigações. Os aprovados só serão chamados após o fim das investigações.

“Todas as denúncias vão ser apuradas, vamos ver se procede ou não essas reclamações para avaliar tudo. Todas as denúncias foram enviadas para a Polícia Civil e tudo será investigado”, disse o secretário.

Irregularidades

A suspeita de fraude foi levantada após a divulgação de imagens de locais de prova e da circulação de um link do suposto vazamento do caderno de prova para o cargo de soldado da Polícia Militar.

O concurso

As provas do concurso público das forças de segurança de Mato Grosso foram realizadas no dia 20. Ao todo, 66 mil pessoas estavam inscritas.

O concurso, que foi prometido pelo estado desde 2016, foi realizado para formação de cadastro de reserva. Entretanto, o governo promete chamar 1.200 classificados ainda em 2022.

Os cargos de escrivão e investigador da Polícia Civil foram os mais procurados pelos “concurseiros”. Dos 66 mil inscritos, foram quase 34 mil somente na instituição.

Via | G1
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