Só haverá exceção para quem não conseguiu passar pelo processo de imunização por restrições médicas ou por idade; medida já está em vigor desde a última segunda-feira

O governo de Cingapura anunciou nesta terça-feira, 9, que não vai mais cobrir os gastos médicos das pessoas com Covid-19 que se negaram a ser vacinadas. A medida, anunciada no site oficial do Ministério da Saúde do país, já está em vigor desde a última segunda-feira, 8, e só haverá exceção para quem não conseguiu passar pelo processo de imunização nos casos de restrições médicas ou por idade. “Atualmente, as pessoas não vacinadas representam uma grande proporção daqueles que requerem cuidados intensivos e contribuem, de maneira desproporcional, para a pressão dos nossos recursos”, indica nota emitida pelo Ministério da Saúde.

Nas últimas três semanas, o número de casos diários de Covid-19 se estabilizou em torno de três mil na Cidade-Estado, sendo que 99% são considerados leves ou assintomáticos, de acordo com as autoridades locais. Apesar da taxa da vacinação de 85% da população, o temor em Cingapura é de que o aumento no contágio represente alta também nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) dos hospitais do país, que já têm taxa de ocupação de 70%. Para aumentar a cobertura vacinal, as autoridades estão avaliando a aplicação de doses do imunizante desenvolvido pelas companhias Pfizer e BioNTech em crianças de 5 a 11 anos de idade.

Em outubro, o governo de Cingapura já havia determinado que os trabalhadores que não estivessem vacinados ou que não tivessem sido infectados recentemente, deveriam apresentar teste de antígeno com resultado negativo para desempenhar suas atividades a partir de janeiro de 2022. Apesar da maioria das restrições terem sido retiradas no país, ainda há limitações no número de pessoas permitidas em restaurantes e eventos públicos. Desde o início da pandemia, na Cidade-Estado foram registrados 221 mil casos de infecção pelo novo coronavírus e 511 mortes por Covid-19, a maioria, em agosto deste ano.

Via | Jovem Pan   Foto | Agência EFE
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