Cerca de 35 militares da Força Nacional de Segurança Pública chegaram em Cuiabá nesta segunda-feira (6) para ajudar no combate aos incêndios no Pantanal de Mato Grosso, que já duram mais de duas semanas.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, autorizou, na sexta-feira (3), que os militares ajudassem nas ações de combate ao fogo. No total, oito viaturas levarão as equipes de reforço para a região.

A operação Guardiões do Bioma iniciou em julho e já combateu mais de 5 mil incêndios florestais e realizaram mais de mil ações preventivas para evitar o avanço do fogo.

Primeiro incêndio de grande proporção no Pantanal consome vegetação nativa e área de pastagem — Foto: Ipam

Primeiro incêndio de grande proporção no Pantanal consome vegetação nativa e área de pastagem — Foto: Ipam

Mais de 40 mil hectares de vegetação já foram destruídos pelo fogo em Cáceres (MT), na fronteira entre Brasil e Bolívia, e 9 mil na região da Rodovia Transpantaneira, que liga os municípios de Poconé a Porto Jofre, no Pantanal Mato-grossense.

Quatro aviões estão lançando água sobre os locais com maior incidência de fogo. Além disso, 68 bombeiros militares e civis e 19 brigadistas estão trabalhando na operação de combate.

A Secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema-MT), ICMBio, brigadistas do SOS Pantanal e caminhão-pipa enviados pela empresa Águas Cuiabá, além dos pantaneiros, também estão ajudando a apagar o fogo.

Um ano após maior incêndio da história

Em 2020, o Pantanal foi atingido pela maior tragédia de sua história.

Incêndios destruíram cerca de 4 milhões de hectares. 26% do bioma – uma área maior que a Bélgica – foi consumida pelo fogo. Cerca de 4,6 bilhões de animais foram afetados e ao menos 10 milhões morreram.

Em Mato Grosso, quase 2,2 milhões de hectares foram destruídos e, em Mato Grosso do Sul, 1,7 milhão de hectares, virou cinzas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a precipitação dos últimos meses na bacia do alto Paraguai ficou abaixo do esperado. O Pantanal não tem uma ‘cheia’ há três anos.

Via | G1
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