A iniciativa é organizada pelo Instituto Votorantim e tem apoio da Votorantim S.A. e das empresas investidas CBA, CESP, Nexa Resources, Reservas Votorantim, Votorantim Cimentos e Votorantim Energia

O projeto tem o objetivo de reduzir o tempo de permanência em unidades de terapia intensiva e o agravamento dos pacientes, poupando vidas

Equipe de especialistas da BP orienta a distância os profissionais das UTI para que seja feita a melhor utilização de equipamentos, medicamentos e equipes disponíveis. No total, estão sendo atendidos 133 leitos de terapia intensiva

A Votorantim, por meio do Instituto Votorantim, e a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo – uniram-se no projeto TeleUTI Covid, iniciativa de apoio e orientação para equipes de unidades de terapia intensiva (UTI) dedicadas a pacientes com Covid-19. O objetivo é salvar vidas, em meio à pandemia e ao grande número de falecimentos entre os pacientes sob cuidados intensivos.

Entre novembro do ano passado e março deste ano, o Brasil registrou a morte de 8 em cada 10 pacientes de Covid-19 intubados em UTI do País, um dos maiores índices do mundo*. Mesmo com a diminuição dos números de casos e óbitos, o que tem levado à redução da ocupação das UTI, a Covid-19 ainda causa profundo impacto no sistema de saúde e a gravidade dos pacientes levados à UTI segue alta. O projeto leva apoio para equipes multiprofissionais com elevado nível de estresse, permitindo a discussão de casos para que se consiga o melhor desfecho clínico nas condições dadas.

A TeleUTI Covid é uma das diversas iniciativas adotadas pela Votorantim, desde março de 2020, para apoiar a sociedade civil organizada no enfrentamento à pandemia. Por meio do Instituto Votorantim, os acionistas, a holding investidora Votorantim S.A. e as empresas de seu portfólio (banco BV, CBA, CESP, Citrosuco, Legado das Águas, Nexa, Votorantim Cimentos e Votorantim Energia), direcionaram, juntos, R﹩ 150 milhões para combater a Covid-19.

“Nossas primeiras ações, no ano passado, incluíam doações de equipamentos e insumos médicos. São iniciativas de implementação lenta, o que fazia sentido naquele período, quando havia tempo disponível, pois estávamos na fase inicial da disseminação do vírus”, afirma Cloves Carvalho, diretor-presidente do Instituto Votorantim. “Agora, precisamos de ações de implementação e efeito imediatos”, prossegue Carvalho. “Mais do que a criação de UTI, é necessário que essas unidades funcionem bem, e o projeto TeleUTI Covid tem o objetivo de disseminar a adoção de procedimentos eficientes, multiplicando o efeito positivo.”

Entre os principais fatores para o grande percentual de perda de vidas estão a escassez de equipamentos, como respiradores, a falta de remédios adequados para sedação e a elevada quantidade de afastamentos de profissionais de saúde qualificados da linha de frente.

Além disso, muitas instalações de terapia intensiva foram montadas às pressas, para atender a alta demanda provocada pela pandemia. Os médicos intensivistas e outros profissionais de UTI, como enfermeiros e fisioterapeutas, estão sobrecarregados, e muitos deles têm pouca experiência nesse tipo de atendimento – o paciente grave de Covid-19 é de alta complexidade. Outra dificuldade é a falta de protocolos eficientes para organizar o atendimento nas UTI.

O Brasil enfrenta, ainda, um problema crônico de má distribuição de médicos e de outros profissionais de saúde, com concentração nos grandes centros urbanos e no setor privado, questão que se tornou ainda mais grave na pandemia. Segundo um estudo da AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), entre pacientes com Covid-19 internados em UTI entre 1º de março e 15 de maio deste ano, houve o dobro da taxa de mortalidade em hospitais públicos, com um índice de 38,5%, do que nos privados, com taxa de 19,5%.

“Com o projeto TeleUTI Covid, os profissionais recebem o apoio de equipes de ponta da BP, uma das mais importantes instituições de saúde do país e referência em medicina intensiva”, afirma Rafael Gioielli, gerente-geral do Instituto Votorantim. “À medida que os médicos, os fisioterapeutas e demais profissionais de UTI se tornem mais preparados, a ideia é passarmos a atender novas equipes, disseminando conhecimento e treinamento.”

A BP desenhou os protocolos de atendimento e também é responsável pela equipe executora, que é composta por 10 médicos e 5 fisioterapeutas, todos intensivistas, além de 6 profissionais de apoio. Esse time trabalha em revezamento e fica baseado na Unidade Paulista da BP, na cidade de São Paulo. O projeto TeleUTI Covid funciona de segunda à sexta-feira, em plantão diurno de 12 horas, das 7h às 19h.

“Estamos promovendo a atualização dos profissionais dos hospitais apoiados, dentro dos mais modernos protocolos de atendimento”, afirma Rodrigo Olyntho de Almeida, gerente médico de Programas e que está à frente da organização do projeto TeleUTI Covid na BP. “O princípio do programa é ajudá-los a utilizar da melhor maneira os recursos disponíveis no momento”, afirma o médico. “Nossa equipe também consegue promover a troca de experiências entre profissionais que atuam em hospitais de diversos níveis de recursos e condições, em locais muito distantes e diferentes entre si.”

Todo o processo é feito de maneira remota e funciona por meio de reuniões diárias, via teleconferência, entre os profissionais da TeleUTI Covid e os das UTI beneficiadas, sempre reunindo um médico e um fisioterapeuta intensivistas de cada lado. São reservados entre 10 e 12 minutos para discutir cada paciente, e a equipe da BP sugere medidas que podem ser adotadas, sendo que a decisão final é do hospital apoiado.

O atendimento é focado em três frentes: triagem dos pacientes seguindo critérios da AMIB; orientações para a sedação (chamada de sedo-analgesia); e apoio para o manejo do suporte ventilatório dos pacientes (como os processos de intubação e a utilização de respiradores).

O projeto da TeleUTI Covid, iniciado na segunda quinzena de maio, já está em funcionamento em 12 hospitais, de 9 unidades da federação, com um total de 133 leitos atendidos. As unidades hospitalares foram indicadas e estão sendo apoiadas por empresas Votorantim localizadas nessas mesmas cidades.

As instituições participantes são:

Apoiados pela CBA:

• Santa Casa de Cataguases, de Cataguases (Minas Gerais)

• Hospital e Maternidade Sotero de Souza, de São Roque (São Paulo)

Apoiado pela CESP:

• Santa Casa de Presidente Venceslau, de Presidente Venceslau (São Paulo)

Apoiados pela Nexa:

• Hospital São Francisco, de Três Marias (Minas Gerais)

• Hospital Municipal de Juína Dr. Hideo Sakuno, de Juína (Mato Grosso)

Apoiado pela Reservas Votorantim:

• Hospital Regional do Vale do Ribeira, de Pariquera-Açu (SP)

Apoiados pela Votorantim Energia:

• Hospital e Maternidade Santa Maria, de Araripina (Pernambuco)

• Hospital Justino Luiz, de Picos (Piauí)

Apoiados pela Votorantim Cimentos:

• Hospital Don Orione de Araguaína, de Xambioá, Araguaína (Tocantins)

• Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão (Santa Catarina)

• Santa Casa de Corumbá, de Corumbá (Mato Grosso do Sul)

• Hospital Modelo de Ananideua, de Ananindeua (Pará)

*Dados do Ministério da Saúde compilados por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Fundação Oswaldo Cruz

Sobre o Instituto Votorantim

Centro de inteligência aplicada que desenvolve soluções socioambientais que geram valor para a sociedade. Criado em 2002, desenvolveu-se como o núcleo de inteligência social das empresas investidas da Votorantim S.A. e promove benefícios sociais nas localidades de atuação da companhia. Está à frente de ações em mais de cem municípios de todo o Brasil e ainda na Colômbia, na Argentina e no Peru.

Via | Assessoria   Foto | Internet
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