Segundo a polícia, a mulher é irmã do amante da viúva e foi a ‘peça chave’ para entender como o crime ocorreu.

Uma manicure de 21 anos suspeita de ajudar a viúva Ana Cláudia Flor planejar a morte do empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, assassinado em 11 agosto de 2020, foi presa nesta sexta-feira (27), em Cuiabá, na 3ª fase da Operação Capiciosa, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o delegado Marcel Oliveira, a mulher foi a ‘peça chave’ para entender como o crime ocorreu. Ela é irmã do amante de Ana Cláudia e teria ajudado a mulher a entrar em contato com os executores.

“Uma coisa que não se encaixava na investigação era como a mandante teria chegado nos executores. Faltava a ‘peça’ para encaixar essas pessoas, e essa ‘peça’ foi presa hoje durante a operação”, disse.

No dia 19 de agosto, os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão.

Empresária Ana Cláudia Flor, viúva do empresário Toni da Silva Flor, foi presa em Cuiabá — Foto: Divulgação

Empresária Ana Cláudia Flor, viúva do empresário Toni da Silva Flor, foi presa em Cuiabá — Foto: Divulgação

A empresária Ana Cláudia foi presa na semana passada. As investigações apontaram que ela negociou a morte do marido por R$ 60 mil em uma videochamada. Os dois executores apontados na investigação também foram presos.

Ainda segundo o delegado, os principais motivos do assassinato seriam a herança e a possibilidade de Ana Cláudia ter supostos amantes.

A DHPP apurou que a empresa de Toni e Ana movimentava cerca de R$ 1 milhão por mês e o valor era dividido entre os sócios. Além disso, Ana mantinha um relacionamento com o irmão da manicure há cerca de dois anos.

Investigação

Três homens teriam sido contratados pela empresária e, após o crime, a arma foi jogada no Lago de Manso. A princípio, a suspeita era que Toni foi confundido com um agente da Polícia Federal.

De acordo com o delegado, o homem que efetuou cinco disparos contra Toni confessou que Ana Cláudia negociou o valor de R$ 20 mil para cada criminoso.

Segundo ele, essa negociação foi feita durante uma videochamada.

O delegado disse ainda que o interesse da mulher na herança e a tentativa de esconder outro relacionamento podem ter motivado o crime. Em 2019, Ana registrou um boletim de ocorrência onde afirmou que foi agredida por Toni após ele flagrar uma conversa dela com outro homem pelo WhatsApp.

A polícia investiga se há ligação dos supostos amantes com o crime.

De acordo com o delegado, algumas perguntas feitas por Ana Cláudia causaram estranheza. Ela teria questionado se havia imagens do local e se apenas a confissão do atirador poderia condenar alguém.

As prisões são temporárias e as investigações terminam nos próximos 30 dias.

Morte

O crime foi registrado no dia 11 de agosto, no momento em que a vítima chegava à academia, da qual era proprietário, no bairro Santa Marta, em Cuiabá. O suspeito estava em frente ao estabelecimento, de cabeça baixa, e perguntou pelo nome da vítima, que ao responder foi baleada.

A vítima correu para o interior da academia, sendo socorrida e encaminhada para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), com quatro ferimentos.

Toni chegou ao hospital consciente, sendo encaminhado imediatamente para cirurgia, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

Via | G1
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