A secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) trabalha na implementação do Novo Ensino Médio que tem como principais mudanças a flexibilização curricular e a ampliação da carga horária.

Secretário de Estado de Educação (Seduc-MT), Alan Porto homologou essa semana o Documento de Referência Curricular (DRC-MT), etapa Ensino Médio, e enfatizou que os próximos passos são a formação de professores e a reestruturação do projeto político-pedagógico das escolas.

As mudanças para os estudantes iniciam no próximo ano, de forma gradativa, com os matriculados no 1º ano do Ensino Médio. Os alunos dos 2º e 3º anos darão terminalidade aos estudos na matriz vigente.

Uma alteração significativa é a oferta de Itinerário Formativo, uma flexibilização curricular que tem como premissa o aprofundamento em uma área de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – ou na Formação Técnica e Profissional.

A partir desta escolha, os estudantes cursarão Trilhas de Aprofundamento, Eletivas e Projeto de Vida.

“O estudante, quando terminar o Ensino Médio, deverá estar preparado para a inserção no mundo do trabalho, com suas potencialidades ativas, com conhecimentos e habilidades para a realidade prática, com uma formação integral que lhe dê, além de condições de prosseguir nos estudos, condições de acompanhar as novas exigências do mercado”, enfatiza o secretário Alan Porto.

Nenhuma disciplina excluída

As disciplinas que hoje fazem parte do currículo escolar não serão eliminadas. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) fará parte de 60% da carga horária da etapa.

A BNCC contempla as quatro áreas de conhecimento, sendo obrigatória a oferta dos componentes curriculares Língua Portuguesa e Matemática, nos 3 anos da etapa. Os demais componentes Curriculares do Ensino Médio, como História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Biologia, Física, Química, Educação Física, Arte, Língua Estrangeria, também estarão presente na Formação Geral Básica durante os 3 anos da etapa.

Os outros 40% do currículo contemplarão o Itinerário Formativo, adequado a uma nova necessidade do ensino para manter o interesse dos jovens, ampliar a aprendizagem e prepará-los para o mundo de trabalho.

Propostas

Inicialmente as escolas poderão ofertar as Trilhas de Aprofundamento que constam no Documento de Referência Curricular. A área escolhida, pelo estudante, será trabalhada nos três anos do Ensino Médio, começando com 240 horas no 1º ano, e 280 horas no 2º e 3º anos.

A assessora técnica pedagógica da Coordenadoria do Ensino Médio, Fabíula Torres Costa Lopes, explica que são oito propostas de Trilhas de Aprofundamento, sendo quatro nas áreas do conhecimento, uma em cada, e outras quatro são Trilhas Integradas, que articulam duas áreas de conhecimento.

O documento apresenta, também, cinco propostas de Eletivas, uma em cada área do conhecimento, e uma na Educação Profissional e Técnica.

“Para a implantação, as escolas vão utilizar as propostas que estão no Documento de Referência Curricular. Depois, poderão criar suas próprias eletivas de acordo com os interesses dos estudantes, aptidão de professores e com a realidade em que a unidade está inserida”, completa Lopes.

Ampliação da carga horária

Outra mudança significativa no Novo Ensino Médio é o aumento da carga horária total. Hoje, o currículo contempla no mínimo 800 horas anuais e, até março de 2022, terá que passar para, no mínimo, 1.000 horas anuais, resultando em 3 mil horas nos três anos do Ensino Médio.

Das 3 mil horas, 1.800 serão para a Formação Geral Básica, com aprendizagens previstas na BNCC, e o restante da jornada (no mínimo 1.200 horas) para os Itinerários Formativos.

Projeto de Vida

Comum a todos os estudantes, o Projeto de Vida será desenvolvido durante os três anos do Ensino Médio.

Trata-se de um processo de planejamento que auxilia o estudante a se conhecer melhor, identificar seus potenciais interesses, estabelecer estratégias e metas para alcançar seus objetivos e atingir suas realizações em todas as dimensões (profissional, social, física, emocional, espiritual).

As aulas de Projeto de Vida devem estimular o estudante não só a identificar seus sonhos, ambições, quem deseja ser e onde pretende chegar. Assim como as etapas necessárias para que isso se torne possível, de maneira que sejam desenvolvidas capacidades tanto de planejamento como de execução do seu projeto.

Via | Assessoria
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