Um jovem de 17 anos morreu queimado após discussão com o namorado. O companheiro, de 21 anos, é suspeito de jogar álcool e atear fogo em Jean Alexandre dos Santos, que teve queimaduras graves e ficou internado por 13 dias. O caso aconteceu em São Pedro da Cipa, a 149 km de Cuiabá.

O crime aconteceu no dia 6 de abril. No entanto, Jean ficou internado até essa segunda-feira (19), quando não resistiu e faleceu.

A Polícia Civil investiga o crime. O suspeito foi preso em flagrante.

De acordo com polícia, o suspeito, de 21 anos, e um homem de 37 anos estavam na residência dele, no bairro Vila Érica, ingerindo bebida alcóolica, quando Jean chegou no local.

Em determinado momento, houve uma discussão entre o suspeito e vítima, que mantinham um relacionamento.

Segundo o relato, o homem de 37 anos que estava na residência tentou intervir para cessar a discussão, porém, o suspeito disse para ele não interferir na briga.

Em seguida, dentro do banheiro da casa, o suspeito pegou álcool, jogou na cabeça do adolescente e ateou fogo usando um isqueiro.

A testemunha tentou ver o que estava ocorrendo e, de acordo com declaração prestada à Polícia Civil, ficou com medo do que aconteceu e saiu da residência.

No entanto, depois ele retornou e tentou prestar socorro à Jean, informações que foram confirmadas em depoimento pelo suspeito.

O rapaz conseguiu caminhar até um vizinho e pedir socorro, sendo encaminhado ao hospital de Juscimeira, com graves queimaduras na região da cabeça.

Em entrevista a policiais militares que foram acionados pela unidade de saúde, o rapaz, ainda consciente, conseguiu informar a identidade do suspeito.

A Polícia Civil foi comunicada e iniciou a apuração para localizar o autor do crime. Em busca na residência dele, os policiais chamaram pelo rapaz por diversas vezes, sem que ele atendesse a porta.

Ele declarou depois, na delegacia, que se trancou dentro da casa, sem fazer nenhum ruído, na tentativa de ludibriar os investigadores e a equipe desistisse de procurá-lo.

O suspeito foi foi autuado em flagrante por homicídio qualificado na forma tentada, cometido por meio cruel.

Diante da gravidade do crime, o delegado Ricardo Franco representará à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

A testemunha de 37 anos, que estava na casa no momento do crime, foi investigada também a suspeita de participação. O homem foi ouvido e liberado pelo delegado.

Não foi verificada nenhuma comprovação de envolvimento dele no crime. Inclusive, ele tentou socorrer a vítima, de acordo com declaração do próprio suspeito do homicídio.

Via | G1
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