Os policiais da Divisão de Homicídios da Capital foram até o apartamento do vereador Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, para realizar uma nova perícia nesta segunda-feira (29). Após algumas horas, os agentes recolheram material que pode conter pistas da relação de Henry com o padrasto. Nas últimas imagens do menino antes da morte, no dia 7 de março, é possível vê-lo no colo da mãe, Monique Medeiros, dentro do elevador do prédio onde moravam juntos.

O laudo do Instituto Médico Legal aponta hemorragia, laceração hepática e múltiplas lesões no corpo de Henry, mas o casal defende que a causa da morte tenha sido um acidente doméstico. Para o pai de Henry, Leniel Borel, a versão apresentada por Monique e o atual companheiro é suspeita. Ele relembra as queixas que o menino fazia em relação ao padrasto, sobre o médico machucá-lo.

No circuito usado no inquérito policial, o garoto aparece de cabeça baixa e o Vereador passa a mão na cabeça e nas costas do menino. Agora, a polícia já apura um outro caso envolvendo Jairinho: em depoimento, uma ex-namorada acusa o político de torturar a então enteada. Na época, a menina tinha quatro anos, assim como Henry. No entanto, o advogado de defesa afirma que essa ex-companheira “persegue” Jairinho.

Também prestaram depoimento na Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP) a psicóloga e a professora de Henry. A Polícia Civil afirmou que as novas testemunhas foram convocadas para que se possa entender mais sobre o comportamento da criança. Segundo informações oficiais, a psicóloga Érica Mamede foi contratada para acompanhar o menino por ele não aceitar a separação dos pais e mostrar resistência em morar com o padrasto. A criança realizou cinco sessões. Sobre a professora, a polícia conta que Henry frequentou a escola por apenas vinte dias em decorrência da pandemia da covid-19.

Via | R7
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