Em Mato Grosso, 13 municípios registram alta classificação de risco para contaminação pelo novo coronavírus, que causa a Covid-19.

De acordo com o panorama da situação epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, algumas das principais cidades do Estado se encontram nesta situação, como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop.

As demais são: Primavera do Leste, Nova Xavantina, Sorriso, Barra do Garças, Poconé, Cáceres, Pontes e Lacerda, Nova Mutum e Cotriguaçu.

Segundo a Saúde, outras 25 cidades apresentam perigo moderado para a doença.

São elas: Alta Floresta, Juruena, Confresa, Carlinda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Paranatinga, Colíder, Tangará da Serra, Paranaíta, Mirassol D’Oeste, Peixoto de Azevedo, Alto Araguaia, Brasnorte, Arenápolis, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Chapada dos Guimarães, Juara, Canarana, São Félix do Araguaia, Sapezal, Marcelândia, Conquista D’Oeste, Glória D’Oeste e Serra Nova Dourada.

A taxa de ocupação está em 87,11% para UTIs adulto e em 41% para enfermarias adulto, conforme notificação da Secretaria de Saúde.

A doença já matou 5,7 mil pessoas no Estado, até agora.

Mato Grosso já passou dos 250 mil casos confirmados da Covid-19.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (53.656), Rondonópolis (19.387), Várzea Grande (15.878), Sinop (12.883), Sorriso (10.302), Tangará da Serra (9.981), Lucas do Rio Verde (9.332), Primavera do Leste (7.419), Cáceres (5.545) e Nova Mutum (5.064).

O quadro despertou a atenção das autoridades, de tal forma que o Governo do Estado programou para esta segunda-feira (1º) uma reunião com os prefeios das 141 cidades, representantes do Legislativo e do Judiciário e de instituições, para definir um plano de ação para conter o avanço da pandemia em Mato Grosso.

De acordo com a definição dos riscos, é necessária a adoção de medidas restritivas para o controle da propagação do coronavírus nas cidades.

Por meio do decreto estadual nº 522, de 12 de junho de 2020, o Governo de Mato Grosso faz diversas recomendações aos municípios.

As orientações para os municípios classificados como risco baixo, por exemplo, são evitar circulação de pessoas pertencentes ao grupo de risco, conforme definição do Ministério da Saúde e isolamento domiciliar de pacientes em situação confirmada de Covid-19.

Para os com o risco moderado, é recomendado a implementação e manutenção de todas as medidas previstas para o nível anterior, além de quarentena domiciliar para pessoas acima de 60 anos e grupos de risco definidos pelas autoridades sanitárias; suspensão de aulas em escolas e universidades.

Já para os municípios classificados com alto risco, as recomendações anteriores são mantidas e acrescentadas novas orientações como proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração; proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos e adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória.

QUARENTENA – Na semana passada, o deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT) enviou ofício ao governador Mauro Mendes (DEM) recomendando que Mato Grosso seja colocado na classificação de risco muito alto para contágio por Covid-19.

Ele pediu ainda que fosse decretada quarentena por pelo menos duas semanas, com restrição de funcionamento de atividades não essenciais.

O deputado já havia recomendado as mesmas medidas no dia 21 de janeiro, quando o Estado chegou a um platô elevado da segunda onda da pandemia, mas o governador não tomou nenhuma medida.

“Estamos próximos de um novo colapso no sistema de Saúde. E, desta vez, sob a ameaça de novas variantes do coronavírus, mais contagiosas, que já estão circulando em nosso Estado. Com a vacinação caminhando a passos lentos, o único caminho eficaz para barrar o contágio é reduzir a circulação de pessoas”, argumentou  o parlamentar.

A variante britânica do vírus SarsCov-2 (coronavírus) foi encontrada em Mato Grosso, conforme estudo da Rede Corona-ômica e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Via | Diário de Cuiabá

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