“Agora, estou pronto para retomar a minha vida”. Esta afirmação é do motorista José Feliciano de 44 anos enquanto realizava na quarta-feira (24)  a sua última sessão de fisioterapia realizada pelo serviço de reabilitação pós-Covid-19 oferecido pela Prefeitura de Rondonópolis, através do Centro de Reabilitação Nilmo Júnior.

José Feliciano foi diagnosticado com o novo coronavírus no final de novembro do ano passado e chegou a ficar internado na Unidade de Terapia Intensiv

a (UTI) por quase uma semana. Após o alívio de superar a doença e deixar o hospital, ele teve que conviver com sequelas provocadas pela covid que afetaram a sua saúde.”Sai do hospital sentindo muito cansaço, sentia dificuldade para fazer quase tudo, até para conversar”, relatou José, que no início deste ano foi encaminhado por um médico pneumologista para receber tratamento pós-covid no Centro de Reabilitação Nilmo Júnior, onde passou por 10 sessões de fisioterapia respiratória, “O tratamento foi ótimo para mim. Estou respirando bem melhor e a musculatura mais fortalecida. Agora, estou pronto para retomar a minha vida”, comemora o motorista, que encontra-se afastado do trabalho.

Assim como José, a dona de Casa Nelci Marina Vilaba (60) também foi encaminhada ao serviço de reabilitação  pós-covid oferecido no Nilmo Junior. Ao contrário de José, ela não precisou de internação. Diagnosticada com a doença em novembro passado, após sintomas semelhantes à de uma gripe, febre, ela se recuperou em casa da doença. Porém, ficaram algumas marcas que afetaram a sua vida.

“Continuei sentindo muito cansaço, não aguentava nem ir ao portão. Sentia muita falta de ar, tinha dificuldade para soprar até aquela língua de sogra”, relata a dona de casa, que há quase um mês é assistida  no ambulatório pós-covid. “Já estou me sentido bem melhor, com mais vigor, menos cansada”, comemora.

Quem também diz já se sentir melhor é Ester Garcia Aristides (45), que teve covid em março do ano passado e foi reinfectada a em novembro, ficando nesta segunda vez com algumas sequelas, como tosse, fadiga e falta de ar que dificultava até para dormir. “Já estou bem melhor, não tenho mais tosse. Estou muito feliz, pois agora posso respirar!”, ressalta.

OLHAR INDIVIDUALIZADO

De acordo com a coordenadora do Centro de Reabilitação Nilmo Junior, Isis Moraes,   o principal objetivo  deste serviço é  que o paciente que se recuperou da covid, mas que sofre com alguma sequela da doença, readquira a independência funcional e qualidade de vida, através do atendimento  ofertado, com um olhar individualizado e acompanhamento progressivo.

“Esse serviço é fundamental para garantir a melhor recuperação possível para os pacientes que enfrentaram a doença e ficaram com essas sequelas”, comenta Isis. “O tempo de recuperação depende de cada paciente”, conta a coordenadora.

Além da fisioterapia, o acompanhamento de paciente pós-covid no Nilmo Junior é feito por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais da áreas de psicologia, fonoaudiologia e nutrição.

Conforme ela, os profissionais do Nilmo Júnior desenvolvem um projeto de tratamento individual, de acordo com as sequelas apresentadas pelo paciente. As mais comuns estão cansaço, falta de ar, fraqueza muscular e abalo psicológico.

Para ser atendido no ambulatório pós-covid no Nilmo Júnior, o paciente precisa de um encaminhamento médico, informa Isis. Desde que começaram os atendimentos no local, no final do ano passado mais de 40 pacientes já foram atendidos. No momento, são atendidas 30 pacientes. Sendo que destes, cinco recebem assistência em casa. “Nos casos mais severos, quando a pessoa está muito fraca, sem condições de vir até aqui (Nilmo Júnior), damos  essa assistência do paciente em sua casa até que se fortaleça”, assinala Isis.

Via | Assessoria  Foto | Wheverton Barros

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