Levantamento entrevistou 3 mil pessoas em dez países

Uma pesquisa realizada pela Experian com 3 mil pessoas em dez países, incluindo Brasil, Estados Unidos, França, Reino Unido e Japão, concluiu que os brasileiros lideram entre os povos mais acometidos por dificuldades emocionais, financeiras e físicas em meio às restrições do distanciamento social durante a pandemia do novo coronavírus.

Os índices registrados pelos entrevistados do país sobre os desafios que enfrentam atualmente foram os maiores nas três categorias: problemas de saúde mental, ansiedade e estresse foram citados por 56% dos brasileiros (contra 44% da média global); adversidades nas finanças, como pagamento de aluguel e manutenção de orçamento, registraram taxa de 49% (ante uma média global de 37%); e incômodos relacionados à saúde física, como preservação de peso e exercícios, foram mencionados por 44% deles (7 pontos percentuais acima da média global). O Brasil também aparece à frente dos demais países nos números referentes à preocupação sobre levar os filhos à escola ou universidade (30%, sendo 18% a média global).

“As famílias foram muito pressionadas neste período, com demandas domésticas e financeiras”, avaliou o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, sobre os resultados relacionados ao país. “Muitos declararam ter reduzido o orçamento doméstico porque perderam seus empregos ou sofreram alguma mudança nas circunstâncias financeiras, o que traz desafios para honrar dívidas”, completou.

Ainda segundo o estudo, realizado em setembro, as maiores dificuldades de pagamento no Brasil dizem respeito aos cartões de crédito (33%), seguidos por faturas de água, luz e gás (17%) e despesas médicas (15%). “A dificuldade em pagar o cartão pode indicar que esta pessoa já teve problemas com outras contas em aberto, tendo que utilizar este como um último recurso para manter os débitos em dia. Muitas instituições financeiras criaram linhas de crédito especiais e abriram a possibilidade de renegociação, portanto é importante utilizar estes recursos para evitar cair na inadimplência”, alertou Rabi.

Via | Portal Administradores

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