Recursos vieram da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão e do Governo Federal e reduzem tempo de internação dos bebês

Diminuir o tempo de internação dos recém-nascidos. Esta é a principal vantagem dos novos ventiladores pulmonares que a UTI Neonatal do Hospital Beneficente Santa Helena, em Cuiabá, acaba de receber e que já estão em funcionamento.

Ao todo, foram seis ventiladores pulmonares adquiridos com recursos do Programa Qualineo, do Ministério da Saúde e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA). Pelo Qualineo, que é uma estratégia para reduzir a taxa de mortalidade neonatal e qualificar a atenção aos recém-nascidos, o hospital recebeu R$ 330 mil. Já a Ampa doou R$ 180 mil, que era o recurso complementar necessário para a compra dos equipamentos.

Os novos ventiladores, que substituíram os que estavam com mais de 15 anos de uso, servem como suporte respiratório completo ou parcial dos bebês que nascem prematuros ou que necessitam de cuidados especiais. Por serem mais eficientes, o tempo de internação pode diminuir pela metade. “A tecnologia desses novos equipamentos traz dados mais precisos, tem tipos diferentes de ventilação e diminui a hipertonia do bebê”, aponta a coordenadora de fisioterapia Nagilla Freitas. Hipertonia é uma rigidez anormal e involuntária dos músculos que pode causar dificuldade nos movimentos.

A fisioterapeuta frisou ainda que os ventiladores são móveis. No caso de um bebê precisar ir para outro andar do hospital para fazer uma tomografia, por exemplo, o aparelho possui bateria com duração útil suficiente para acompanhar o pequeno paciente.

“A Ampa tem como uma das suas funções sociais o bem-estar da população. Poder ajudar os bebês e as mamães, ainda mais nesse momento tão delicado da pandemia, é de grande satisfação para todos os associados”, avalia Paulo Aguiar, presidente da associação, que já doou mais R$ 8 milhões em aparelhos e equipamentos de proteção individual (EPI) para prevenção e tratamento da covid-19.

O hospital, que é uma entidade filantrópica, atende cerca de 30 recém-nascidos na UTI neonatal e realiza uma média de 700 nascimentos por mês. “O Santa Helena é referência para o atendimento das mães e dos bebês, tanto que somos adeptos do método Canguru e certificados como hospital Amigo da Criança”, avalia Angela. Saboia, gerente administrativa do hospital. A Iniciativa Hospital Amiga da Criança, da Organização Mundial da Saúde – OMS e Unicef, visa estimular o aleitamento materno. Já o método canguru consiste em fortalecer o vínculo entre mãe e filho por meio do contato físico.

“Por conta da pandemia do Covid-19, o Santa Helena absorveu os nascimentos dos bebês que normalmente nasceriam em Várzea Grande”, explica Angela. Devido às ações unificadas das cidades vizinhas, os hospitais públicos ou filantrópicos de Várzea Grande estão atendendo apenas os casos do novo coronavírus em adultos.

Via | Assessoria

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