Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, analisou dados de mais de 140 mil usuários do aplicativo entre os meses de janeiro e setembro de 2020, e constatou que os gastos com lazer ainda são 16% menores do que a média registrada em janeiro deste ano.

Em março, início da quarentena no Brasil, os gastos registrados com lazer tiveram uma queda de 34% em comparação com fevereiro, mas foi em abril que os gastos nessa categoria atingiram o menor pico do ano, no total os gastos foram 49% menores do que em janeiro. Para o CEO da Mobills, Carlos Terceiro, essa baixa se explica porque foram nesses meses que a quarentena teve início e se tornou mais presente na maioria dos estados brasileiros. “A maioria dos gastos com lazer eram feitos fora de casa. Com o isolamento estes gastos foram fortemente reduzidos”, explica.

Porém, Carlos comenta que dois fatores levaram os gastos com lazer a seguirem em crescimento nos meses seguintes. Grande parte da população que aderiu ao isolamento percebeu que a medida não duraria poucos dias e começou a gastar com lazer mesmo dentro de casa, por meio da assinatura de streaming de séries e filmes e compras de jogos e videogames, por exemplo. Outro fator está ligado a flexibilização da quarentena que ocorreu gradualmente mês a mês e pode ter influenciado o aumento de gastos nesta categoria.

Mesmo com o crescimento em setembro, os gastos registrados foram ainda 16% menores do que o valor registrado em janeiro deste ano.

Ticket médio

Durante os oito meses analisados pela startup, o ticket médio registrou a maior baixa em maio, com uma média de R$ 187,45.

Em janeiro, a média era de R$ 256,43; em fevereiro, era R$ 251,44; em março, passou para R$ 203,28; em abril, foi R$ 196,74 e em maio, R$ 187,45, o que representa uma queda de 27% em comparação com janeiro. A partir de junho, o ticket médio voltou a subir, porém no último mês da análise, setembro, a média foi de R$ 229,09, o que representa um valor ainda 10,66% menor do que o valor de janeiro.

Ainda nesta análise, a Mobills constatou que 25% das transações com lazer estão associadas a um cartão de crédito.
Fonte | Assessoria
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