Após a retomada da economia, durante a flexibilização da quarentena em estados e municípios do Brasil, foi fácil constatar um aumento intenso nos custos de materiais de construção, principalmente em cimento, aço, areia, fios e tubulações. De acordo com levantamento feito pela FGV, a inflação no setor deve se estender até 2021.

Ao analisar o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), é possível perceber este comportamento de alta. O indicador avançou 1,50% até o segundo decênio de outubro, indicando forte alta diante do acréscimo de 0,98% em todo o mês de setembro.

No acumulado do ano, o INCC já está em 6,14% e em 6,44% para os últimos 12 meses.

Boa parte do aumento vem do grupo materiais, serviços e equipamentos, que subiu 3,04% apenas em outubro. Esta área está com crescimento de 10,84% apenas em 2020.

Um dos motivos de alta, apontados pela FGV, está na alta demanda por produtos e serviços relacionados à área, tais como busca por empresa de concreto usinado, cimentos, madeiras, areias e outros itens, além da corrida por profissionais especializados, em uma demanda jamais imaginada.

“Houve uma parada da indústria por causa da pandemia e uma retomada muito forte e rápida da demanda com o arrefecimento da quarentena. Isso causou uma distorção surreal, nunca antes imaginada. A oferta da indústria não conseguiu acompanhar a demanda no mesmo ritmo”, explicou Ana Maria Castelo, pesquisadora da FGV para o setor da construção civil, durante entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Com a pandemia da Covid-19, os canteiros de obras foram paralisados, reformas residenciais suspensas e diversas outras medidas provocaram uma estagnação completa na indústria. Com a retomada e estoques escassos, o preço médio dos produtos subiu muito em todas as regiões avaliadas.

Os preços devem cair na medida em que as indústrias tenham novamente ocupação completa e passem a repor os itens de acordo com a demanda, o que deve acontecer apenas no próximo ano.

Fonte | Assessoria

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