O deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (Podemos), vai pedir, por meio do Diretório Estadual do Podemos, a cassação dos prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), por improbidade administrativa durante o período mais crítico da pandemia do novo coronavírus em Cuiabá. O pedido deve ser protocolado nos próximos dias na Câmara Municipal de Vereadores.

Em live, nesta sexta-feira (23), com o candidato a prefeito de Cuiabá, vereador Abílio Júnior (Podemos), Medeiros afirma que existem elementos suficientes para pedir o afastamento de Emanuel. Abílio e Medeiros apontam alguns motivos que podem levar a cassação do prefeito cuiabano, entre eles, o decreto municipal que reduziu em 30% da frota do transporte coletivo para evitar aglomeração. No entanto, a redução aumentou os riscos de contaminação, pois as pessoas se aglomeraram dentro dos poucos ônibus que estavam disponíveis na cidade.

Outro fator seria a diminuição do horário de funcionamento do comércio. De acordo com Abílio, as pessoas foram obrigadas a aglomerar nos horários reduzidos. O vereador também cita o fracassado rodízio de placas de carros pelo CPF implantado pela prefeitura. “As medidas que o prefeito de Cuiabá tomou ajudaram muito mais ao Covid do que a população”, lamenta Abílio.

O candidato a prefeito ainda comenta que Emanuel pode ser responsabilizado pela contaminação das pessoas, por promover aglomeração em horários específicos, pelo fechamento de empresas, aumento do desemprego e por medidas que prejudicaram a economia de Cuiabá. “Ele [Emanuel Pinheiro] errou, não agiu tecnicamente e sim politicamente. Muitos prefeitos agiram assim com objetivo de buscarem mais recursos federais”, critica o vereador.

Para o deputado Medeiros, que é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal,  a negligência de alguns gestores públicos durante a pandemia foi levantada pelo presidente da República, que enviou milhões de reais para os municípios e muitos não abriram nenhum leito novo de UTI como foi o caso de Cuiabá.

“Alguns prefeitos, como o prefeito Pátio, pegaram os recursos enviados pelo Governo Federal para combater o Covid-19 e fizeram asfalto pensando em faturar eleitoralmente. Eu chamo isso de asfalto de sangue. Enquanto eles faziam asfalto, as pessoas morriam por falta de atendimento. Qual o pai de família vai arrumar a calçada de sua casa enquanto o filho está precisando de saúde? Ele pega o dinheiro e aplica na calçada? Não! Ele aplica o dinheiro na saúde. Aqui foi diferente. Desde o início da pandemia entrou R$ 500 milhões no cofre da Prefeitura de Cuiabá e quase R$ 80 milhões enviados pelo Governo Federal e não fizeram nenhum leito de UTI, enquanto tem cidade que fez seis leitos com menos de um milhão. Diante de tudo isso, se faz necessário pedir o afastamento dos dois prefeitos pelo bem da população”, comenta Medeiros.

O vice-líder de Bolsonaro lembra que a gestão de Emanuel Pinheiro foi marcada por escândalos, entre eles o do Paletó e o afastamento e até a prisão de secretários. O mais recente foi o afastamento do ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho por suspeita de ter superfaturado a compra de remédios para o tratamento da Covid-19. Já em Rondonópolis, Medeiros cita a compra de respiradores falsos e o pedido de Pátio para utilizar os recursos federais da covid para fazer asfalto. “Pátio e Emanuel deviam estar presos por negligência no atendimento das vítimas do coronavírus”.

Fonte | Assessoria

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