A chuva do Caju é um termo da cuiabania para se referir a primeira chuva no mês de setembro após uma seca prolongada. Cientificamente é um fenômeno que acontece por causa da frente fria que vem do Sul do país, que se encontra com as altas temperaturas e pode causar as chuvas.

Tradicionalmente é a chuva do caju que dá o pingo de esperança para amenizar tanto calor nessa época do ano na capital mato-grossense.
Ano difícil, não só pelas queimadas, mas porque Cuiabá tem registrado as maiores temperaturas dos últimos tempos. Só em agosto, foram quatro dias seguidos com o termômetro chegando aos 40 graus e a sensação térmica de um calor maior ainda. As altas temperaturas aliada a escassez de chuvas proporciona uma baixa umidade do ar, isso faz com que o cuiabano espere muito essa chuva.
A esperança também está na beleza do mês de setembro, que traz consigo a primavera e a chuva do caju, e vem enfeitando as árvores da cidade, deixando-as floridas, o colorido da estação toma conta, deixando ainda mais belo o que já estava, já que o Ipê, uma exceção, em seu afã de colorir e embelezar as ruas e o cerrado quando se destaca em meio a um campo, colorindo aquilo que deveria ser feito de solidão, o Ipê não espera a chuva e em meio à seca que predomina nessa época do ano, dá um espetáculo de vida e cores na cidade e nos campos do cerrado.
Mas ela é ainda mais cobiçada, e a mais esperada por todos. Só temos a agradecer, ó abençoada, que chegou timidamente com seus dedos umedecidos, frios, trazendo alento ao céu cinzento de nossa capital. Torçamos para que venha mais encorpada, farta, mas em paz, molhando os nossos telhados, lavando as nossas calçadas, adoçando os nossos cajueiros e enchendo o nosso coração de frescor e amor por esse torrão no coração do Brasil. Seja bem-vinda a Cuiabá, abençoada chuva do caju.
Fonte | FRANKES MARCIO BATISTA SIQUEIRA. Doutor em Cultura contemporânea e professor.
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