Mês de julho era sinônimo de férias escolares até a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) alterar o calendário das instituições de ensino. Com a adoção das medidas de isolamento social e suspensão de aulas presenciais, educadores, estudantes, mães, pais e familiares tiveram que ir para a frente da tela do computador. Aplicativos, plataformas digitais, grupos de whatsapp e transmissões ao vivo, têm sido as atuais ferramentas das escolas para garantir que a “educação não pare”.

Em Cuiabá, há quase quatro meses, as aulas presenciais nas instituições de ensino de Cuiabá estão suspensas por meio de decreto municipal. Com a adoção das aulas digitais, equipes pedagógicas das unidades de ensino tiveram que reinventar os métodos utilizados em sala de aula, além de elaborar adaptações no conteúdo.

Márcia Bezerra, diretora da ECSA, escola de Educação Infantil ao Ensino Fundamental II da capital, acredita que o atual momento ficará marcado para sempre na história da educação do país. Segundo ela, as mudanças enfrentadas por professores, estudantes e também familiares, poderão servir para novos olhares e valores à educação. Em sua unidade, uma plataforma digital que já era utilizada pela equipe de professores foi ampliada para a disponibilização de aulas virtuais, lista de exercícios, conteúdo extra, entre outras atividades.

“Logo no início da pandemia, falou-se muito sobre o cancelamento do ano letivo, pois seria impossível dar continuidade à distância. Eu acredito muito no poder do desafio e este que estamos enfrentando tem nos mostrado a importância da educação e do quanto a escola não pode parar. Hoje temos tantos recursos tecnológicos, aplicativos, programas online, enfim, a tecnologia pode e deve andar junto com a educação”, conta Márcia.

No Colégio Maxi, outra unidade de ensino da capital, que contempla turmas do Ensino Fundamental ao Ensino Médio e pré-vestibular, o uso de aplicativos e plataformas digitais tem garantido a manutenção da rotina escolar. A instituição também contava com uma rede virtual de ensino que passou a ser priorizada junto aos estudantes após a pandemia. De acordo com o diretor geral do colégio, professor Carlos Roberto Leão, o resultado tem sido bastante satisfatório entre os jovens.

“Adotamos aulas assíncronas e síncronas, com adaptações no conteúdo, uma vez que o ambiente doméstico é diferente do escolar. A escola já oferecia plataformas digitais para uso dos alunos em casa e elas foram reforçadas. Com isso, conseguimos seguir com o nosso calendário normalmente, com a aplicação de provas, simulados de vestibulares, aulas virtuais diariamente, no mesmo período anterior ao isolamento”, destaca Leão.

Modernidade – A plataforma utilizada pelas duas unidades de Cuiabá, Escola Chave do Saber (ECSA) e Colégio Maxi, é a Plurall.net, que oferece uma série de recursos tecnológicos tanto para professores quanto para os alunos e familiares. A diretora da ECSA, Márcia Bezerra, pontua que uma das mudanças significativas da educação remota tem sido a participação dos adultos nas aulas.

“Hoje em dia, o professor leciona suas aulas para estudantes e também mães e pais que acompanham de casa. Isso é algo que não era usual, assim como grupos no whatsapp, onde eles trocam experiências e tiram dúvidas. As aulas virtuais trouxeram os adultos para mais próximos das crianças e adolescentes e todos se ajudam porque passam pelas mesmas situações e dificuldades”, relata a diretora.

Já no Colégio Maxi, onde o professor Carlos Roberto Leão é diretor, a preocupação é também com a comunicação da escola com alunos e familiares durante a pandemia. Recentemente, a unidade investiu em um aplicativo chamado AgendaEdu que promove o engajamento e interação, além de oferecer orientação aos estudantes dos conteúdos vistos em sala. “Nosso objetivo desde o início foi respeitar as medidas de isolamento, não colocando nem alunos e nem os professores em risco. Com os recursos tecnológicos disponíveis isso é muito mais fácil”, finaliza.

Fonte | Assessoria   Foto | Revista Crescer

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