Na procura de alternativas para tratar pacientes de Covid-19 preservando, ao máximo, sua integridade física e procurando evitar o agravamento da doença, a Prefeitura de Rondonópolis pesquisou opções adotadas em diversos lugares do mundo no cuidado com quem foi infectado pelo coronavírus. A solução veio de um equipamento utilizado por esportistas que praticam snorkeling – a máscara de mergulho.

Versatilidade e vedação adequadas foram as características que fizeram com que esse acessório se tornasse apropriado para ser ligado a aparelhos ventiladores usados no tratamento dos portadores de Covid-19, bastando, apenas, que o artefato esportivo receba um adaptador para se transformar em material hospitalar.

Iniciativa das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Econômico, de Ciência, Inovação e Tecnologia e de Saúde, a proposta contou com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Verificamos, na cidade de Batatais, em São Paulo, uma máscara que recebeu uma válvula produzida em impressora 3D de forma a ser acoplada a um ventilador. Aliás, vários estados do Brasil já estão aproveitando essa concepção, que foi aplicada, a princípio, pela Itália, em pacientes de coronavírus”, detalha o assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mario Sérgio Gonçalves.

Com a colaboração do Senai, em Rondonópolis a peça também foi testada e aprovada, segundo Mário: “Conseguimos o protótipo dessa máscara e o Senai fez a matriz experimental com alguns ajustes. Ela fecha no rosto do paciente e a vedação aumenta a saturação de oxigênio, evitando a piora do seu estado de saúde. Com isso, ele não precisa ir para a UTI. Então, além de ajudar no seu restabelecimento, ela também protege médicos e enfermeiros de serem contaminados pelo vírus”.

Outra vantagem do equipamento é que ele pode ser usado em situações em que é preciso transferir o doente de ambientes. “Essa máscara deve ser empregada somente em doentes que estão com falta de ar e queda dos níveis de oxigênio e se pode lançar mão dela quando é necessário fazer o deslocamento do paciente de casa para o hospital em ambulância”, explica o assessor.

Trabalhando para que todos esses benefícios estejam disponíveis à sociedade rondonopolitana, assegurando maior conforto e segurança no enfrentamento da pandemia, a Prefeitura está à busca de parceiros que se disponham a contribuir na aquisição das peças. “A máscara está sendo vendida em São Paulo por R$139,90. Foi o local onde encontramos o valor mais acessível. Em Rondonópolis, temos apenas duas a título de experimento. Mas precisamos de, no mínimo, 30 delas para suprir a demanda da UPA e mais 50 a 60 exemplares para cobrir a necessidade dos outros estabelecimentos de saúde do município no combate à epidemia”, compartilha Mário.

Todos os que queiram participar dessa mobilização doando qualquer quantidade do produto, podem ligar para os telefones 0800-647-4222 ou 9 9976-3247, que também atende via WhatsApp.

Fonte | Assessoria

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