Em Mato Grosso, são mais de mil profissionais de Saúde afastados devido à contaminação pelo novo coronavírus.

A presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), Hildenete Monteiro Fontes, disse durante entrevista à TV Centro América, nesta terça-feira (14), que é necessário fazer um treinamento para que médicos recém-formados consigam atuar nesse momento de combate à Covid-19, pois faltam profissionais capacidades para atuar na pandemia.

Em Mato Grosso, são mais de mil profissionais de Saúde afastados devido à contaminação pelo novo coronavírus.

A prefeitura de Cuiabá alega que não está contratando profissionais pela falta de médicos disponíveis. No entanto, a presidente do Conselho afirmou que o contrato que a prefeitura está oferecendo é um contrato precário e que os profissionais só vão receber pelo que atendem, se forem contaminados, não terão nenhuma garantia.

“Em Cuiabá, são mais de três mil médicos. Médicos de outras especialidades poderiam se candidatar para ajudar nesse momento. Os cardiologistas, clínicos gerais e anestesistas poderiam estar nessa linha de frente”, disse.

O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira foi adiado para setembro. Muitos médicos que poderiam ajudar nesse momento de pico da pandemia, estão sem atuar. Segundo a presidente, eles não estão capacitados para estar na linha de frente ao combate do novo coronavírus.

“O ideal seria se eles fossem intensivistas, que fizessem a residência médica intensivista, mas como não há tempo para isso, eles teriam que ter um treinamento no período de um mês mais ou menos pra que eles possam aprender a como intubar o paciente, como conduzir o paciente com a supervisão de outros profissionais mais habilitados para ajudar”, ressaltou.

Outro problema enfrentado durante a pandemia, segundo Hildenete, é a falta de Equipamentos de Proteção Individuais (EPI), que acaba deixando os profissionais vulneráveis da mesma forma, pois não seriam eficazes.

O CRM-MT informou que já recebeu várias denúncias de profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Cuiabá por falta de EPIs.

“Muitas vezes, eles passam 4 ou 5 horas rodando a cidade porque as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) estão lotadas e com isso, ficam vulneráveis a se contaminarem. É preciso cobrar a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), para que deem condições”, afirmou Hildenete.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), por meio da superintendência do SAMU, disse que não procede a informação de falta de EPIs aos profissionais do Serviço, e afirmou que o estoque é renovado a cada 15 dias, com todos os tipos de equipamentos de proteção adquiridos pelo governo.

Fonte | G1

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