Além de ser, em média, 50% mais barato do que adquirir imóvel pronto, juros baixos para financiamento e parcelas facilitadas movimentam o setor

Depois do impacto da pandemia do novo coronavírus, a construção civil está sendo retomada devido a vários incentivos do Governo Federal para estimular a economia e preservar milhões de empregos. E o sonho da casa própria vive um momento histórico. Somente pela Caixa Econômica Federal foram disponibilizados R$ 43 bilhões para área da habitação, beneficiando construtoras, empreendimentos e quem busca ter uma casa própria.

O setor de habitação também reagiu à crise para atrair os clientes. “Resolvemos atuar neste momento em que é necessário preservar empregos e movimentar a economia, dando a quem deseja construir a tão sonhada casa, a melhor oportunidade, com a menor taxa de juros já vista pelo setor imobiliário, servindo como ponte para fomentar a geração de trabalho e empregos para toda a cadeia construtiva, como arquitetos, construtores, pedreiros, empresas de material de construção”, explica Julio Cesar Braz, da Ginco Urbanismo, que atua no mercado de condomínios horizontais na grande Cuiabá há quase 20 anos e está promovendo uma campanha de fomento com vários parceiros do setor.

Dados apontam que as vantagens estão nas mãos do consumidor, já que o momento é o ideal para negociação com os bancos, com a taxa básica de juros, a Selic, em 3,75%. Também é o momento de buscar melhores preços nas lojas de materiais de construção.

Mesmo mantidas abertas durante a pandemia, as lojas de materiais de construção tiveram uma queda no faturamento entre 50% e 60% nos meses de março e abril. Mas, a expectativa é grande com a abertura do comércio na capital de Mato Grosso a partir da próxima semana. “Houve um represamento do consumo, com obras paradas que agora precisam ser retomadas. Com certeza, a retomada do setor será rápida”, destaca o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior.

O presidente da Fecomércio aponta que, além do consumo represado, os investidores vão buscar a construção civil como uma forma segura e rentável de aplicação financeira. “Com os juros extremamente baixos, taxa Selic de menos de 5% ao ano, os investidores vão tirar suas aplicações dos bancos e buscar a construção civil para investir. Acredito que no segundo semestre, a construção civil já estará a pleno pavor, recuperada das perdas e crescendo ainda mais, gerando milhares de empregos, renda e impostos para o estado e a União”, aponta o empresário.

VANTAGENS EM CONSTRUIR

Os especialistas em construção civil destacam, ainda, que o custo-benefício é muito favorável para quem opta por construir, além de fomentar e alavancar a economia do setor, já que a opção por construir pode ser 50% mais econômica que a compra de um imóvel pronto. Com a vantagem do obra sair exatamente como planejado.

“Na construção, a casa será como o morador sempre sonhou, fugindo do padrão pronto de apartamentos, por exemplo. Tenho muitos clientes que chegam com o sonho da casa, mas acham que é impossível devido aos valores. Aí mostramos como construir fica entre 40% a 50% mais barato do que se comprar um imóvel pronto, com o mesmo número de metros quadrados”, explica o arquiteto Ben Hur Hage.

Na grande Cuiabá, por exemplo, em um imóvel de alto padrão já pronto, o m² pode ficar entre R$ 4,5 mil a R$ 6 mil. Já construir uma casa, no mesmo padrão, o custo será entre R$ 2 mil e R$ 3 mil o m², incluindo o terreno. Enquanto um apartamento de 200 metros quadrados pode custar R$ 1 milhão, uma casa no mesmo padrão pode ser construída por R$ 500 mil ou menos, especialmente nesta época.

Fonte e Foto | Assessoria

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