Entre os trabalhadores dispensados estão médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

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As demissões de funcionários da saúde de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, começaram no dia 22 de março, início da pandemia, e até agora 103 profissionais já foram demitidos do Centro Hospitalar Parecis, após o vencimento do contrato entre a prefeitura e a Associação Pró-Saúde, que administrava a unidade. O contrato era de cerca de R$ 780 mil.

Entre os trabalhadores dispensados estão médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

O presidente da Associação Pró-Saúde, Ademir Marrafão, contou que fez várias reuniões com o prefeito para expor os problemas financeiros do hospital, mas nenhuma medida foi tomada.

“Desde as gestões anteriores esse problema já existia, mas sempre foi resolvido com aditivos de contrato. Mas, no último ano, não teve esse aditivo, então o 13° está atrasado por causa disso”, explicou.

Já o prefeito Rafael Machado afirmou que repassou o dinheiro para a associação e que o pagamento dos funcionários é de responsabilidade da Pró-Saúde.

Para o advogado que representa parte dos trabalhadores demitidos a forma de resolver o impasse é com uma ação na Justiça.

A técnica em enfermagem Diana Alves trabalhou na unidade por quase 10 anos e foi uma das demitidas. Ela afirmou que ainda não recebeu o dinheiro da rescisão, o 13º do ano passado, e o salário de abril.

“A gestão pública fala que foi repassado o dinheiro e a pró-saúde fala que não recebeu. Nesse meio termo, somos nós funcionários que sofremos com isso, porque temos famílias, contas. A maioria vive do salário que recebe aqui”, ressaltou.

Outra técnica em enfermagem, Itainara dos Santos, está grávida e, pela lei trabalhista, não poderia ser demitida. Ela afirmou que o sentimento é de revolta.

“Sete anos me dedicando a isso para sair assim, sem nada e sem explicação”, disse.

O hospital público atende cerca de 200 pacientes por dia. Depois de um chamamento público realizado pela prefeitura várias empresas se credenciaram. A empresa vencedora foi o Instituto Social Saúde Resgate a Vida, com sede em Cotia, no interior de São Paulo.

O prefeito disse que o contrato tem duração de um ano e vai custar R$ 980 mil, por mês, ao município.

Rafael informou ainda que parte dos profissionais de saúde que foi demitido, já foi recontratado por essa nova empresa. O Centro Hospitalar foi construído há 18 anos, além do pronto atendimento, a unidade realiza internações e pequenas cirurgias.

Fonte | G1  Foto | Divulgação

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