Uma enfermeira é suspeita de atuar ilegalmente como médica, suspendendo a medicação de internos do Lar dos Idosos Paul Percis Harris, em Rondonópolis. O fato pode ter causado a morte de uma idosa que estava internada no local.

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito civil para apurar ainda o sumiço de R$ 56 mil que pertencia a um idoso que faleceu em fevereiro do ano passado, 20 dias após ter dado entrada no local. No atestado de óbito do idoso, consta morte súbita ou desconhecida. O inquérito foi encaminhado para investigação da Polícia Civil.

O MPE também cita o alto número de mortes no abrigo em 2019. Segundo o MPE, em 2017 foram registradas sete mortes, em 2018 foram nove mortes e, em 2019, foram registradas 20 mortes no local.

O presidente do Lar dos Idosos Paul Percis Harris, Emerson Douglas Airoldi, diz que o dinheiro foi depositado na conta da instituição e está à disposição da Justiça. Quanto à atuação da enfermeira, Emerson esclarece que ela foi demitida e defende que, se ela cometeu erros, deve pagar por eles. Por outro lado, quanto à denúncia de que a enfermeira teria suspendido a medicação de uma idosa que precisava utilizar morfina devido a dores crônicas causadas por um câncer, Emerson diz que o remédio havia sido prescrito por um médico de Cuiabá e que, ao chegar em Rondonópolis, a idosa foi atendida por um geriatra que trocou as medicações utilizadas por ela.

Conforme a portaria, assinada pela promotora de Justiça Joana Maria Bortoni Ninis, o MPE recebeu denúncias do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa de Rondonópolis e da Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social. A Polícia Civil e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MT) ainda não se posicionaram sobre o caso.

Fonte | Folhamax  Foto | TVCA Reprodução

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