Há 15 dias, a mãe Anelice da Silva faz a mesma pergunta: onde está seu filho Samuel Vitor da Silva Gomes, de 6 anos? A Polícia Civil ainda não tem informações sobre paradeiro do menino, que desapareceu em 20 de outubro, quando estava na casa da avó e pulou o portão.

A delegada Karla Peixoto, responsável pelo caso, afirma que o desaparecimento tem intrigado até mesmo a polícia. “Não temos nada de concreto, além de depoimentos testemunhais e imagens das câmeras de vídeo. Não só da vizinhança, mas de toda região. É um caso instigante”, disse em coletiva de imprensa dada na sexta (1º de novembro).

Karla pontua que a criança ainda é tida como desaparecida, apesar das especulações de outros crimes. “Se, no decorrer das investigações, constatarem a existência de um crime, aí nós vamos trabalhar para desvendar a autoria e a motivação desse fato”.

Descarta ainda rumores de que a família é tida como suspeita e, por isso, investigada. “A família é chamada para prestar declarações para saber como é a rotina”. karla ressalta que algumas linhas de investigação estão sendo levantadas e que todas as informações, mesmo as que divergem das hipóteses, estão sendo levadas em consideração.

Ajuda de “golpista”

Karla também aproveitou a coletiva para esclarecer a ajuda nas buscas pelo Samuel por parte de um homem identificado como R.C.P., de 38 anos, que tem dois cães e veio de Cuiabá. Enfatizou que o trabalho dele não tem nada a ver com a ação policial. Mas a Delegacia, da qual é responsável, acompanhou o trabalho do homem.

“A gente agradece. Toda ajuda é bem-vinda. Ele se prontificou a vir diante da situação de desespero da família”, disse.

O homem foi com seus dois cães no rio Arareau, afluente do Vermelho, principal rio de Rondonópolis. O local já tinha sido vasculhado por bombeiros e policiais civis e militares na semana passada, mas eles encerraram as buscas depois de não encontrar resultados. Em nota, a Policia Civil destacou que R.C.P. tem passagem diversas passagens pela polícia por crimes, como estelionato, apropriação indébita, maus tratos, violência doméstica, uso de documento falso e entre outros.

Anelice disse que também acompanhou o trabalho do homem e afirmou que ele não cobrou nenhum tipo de ajuda para usar os cães. Isto porque ouvi história de que o homem se tratava de um golpista e queria algum tipo de benefício pelo seu desaparecimento. Ela relata ainda que não recebeu mais golpes e que continua sem novidades sobre seu filho.

A Polícia Civil destacou também que é “inverídica” qualquer tipo de ajuda no desaparecimento de um caminhoneiro. “Informamos também que no dia 26 de outubro, R.C.P. compareceu na DERRFVA juntamente com uma equipe de reportagem e dois cães, alegando que ajudaria na busca ao motorista de caminhão que estava desaparecido. Na ocasião, o delegado Arnon Osny Mendes Lucas não autorizou qualquer tipo de intervenção do mesmo nas investigações. O caminhoneiro foi localizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), sem que houvesse qualquer tipo de ajuda”.

Ressaltou ainda que não usa cães particulares para buscas. “Em casos que sejam necessários o emprego de animais farejadores, são utilizados os serviços dos canis das forças de segurança pública do Estado, que possuem cães adestrados e profissionais qualificados”.

Fonte | RD News

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