Jaira Gonçalves de Arruda, de 42 anos, está presa suspeita de planejar a morte de Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos. Menina morreu em junho deste ano.

Um advogado que prestou serviços para Jaira Gonçalves de Arruda, de 42 anos, suspeita de matar a enteada dela, por envenenamento, disse à polícia que a mulher teria tentando impedir que corpo da vítima fosse encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Segundo ele, no dia em que Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, morreu, Jaira teria ligado para ele pedindo orientações sobre ser necessário ou não, encaminhar o corpo para exame de necropsia. Ela teria argumentado que o médico do hospital onde a menina estava internada não era legista.

Quanto ao questionamento, segundo ele, orientou que o exame era comum nestes casos e um procedimento legal.

Além de prestar auxílio nesse fato específico, ele teria advogado para Jaira em processos que envolvia os bens de Mirella. A madrasta teria tentado negociar um terreno com dinheiro da indenização recebida pela menina, em razão da morte da mãe, durante o parto.

Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, morreu em junho deste ano em Cuiabá — Foto: Facebook/Reprodução

Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, morreu em junho deste ano em Cuiabá — Foto: Facebook/Reprodução

Jaira também teria solicitado ao profissional, em abril deste ano, que impetrasse uma ação requerendo a liberação de parte da indenização que já estava no banco, em nome de Mirella, para custear o tratamento dela.

De acordo com a lei, os valores já indenização só poderiam ser liberados quando a menina fizesse 24 anos ou em caso de extrema urgência. A madrasta alegou que a menina estava doente e que os médicos não estavam conseguindo diagnosticar o problema. Dessa forma, ela usaria o dinheiro para levar a menina a São Paulo.

Posteriormente, ela teria dito ao advogado que o dinheiro havia sido usado para a compra de um terreno que seria registrado em nome de Mirella.

Em alguns trechos do depoimento, o advogado relata o marido de Jaira, pai de Mirella, teria participado de algumas negociações. Ele, inclusive teria levado documentos até o escritório do advogado.

O caso

Mirella morreu no dia 14 de junho, em um hospital particular de Cuiabá, após sucessivas internações. O corpo da vítima foi encaminhado para o IML, onde descobriu-se que ela poderia ter sido morta por envenenamento.

A principal suspeita do crime é Jaira. Segundo a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente, ela teria planejado a morte da menina, para ficar com uma indenização no valor de R$ 800 mil.

Jaira Gonçalves de Arruda, de 42 anos, foi presa no dia 09 de setembro suspeita de matar a enteada por envenenamento — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Divulgação

Jaira Gonçalves de Arruda, de 42 anos, foi presa no dia 09 de setembro suspeita de matar a enteada por envenenamento — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Divulgação

O dinheiro seria resultante de uma ação impetrada pela família após a morte da mãe de Mirella, durante o parto, em razão de uma suposta negligência médica.

A investigação apontou que a madrasta dava doses diárias de veneno para a menina durante dois meses.

A substância teria sido ministrada gota a gota, entre abril e junho deste ano, de acordo com a Deddica. A operação que prendeu Jaira recebeu o nome do conto de fadas “Branca de Neve”.

Desde então, a vítima era constantemente internada com dor de cabeça, tontura, dor na barriga e vômito. Entretanto, no hospital ela melhorava, ganhava alta, voltava para casa e depois de alguns dias, era internada novamente com os mesmo sintomas.

Ela recebia diagnósticos de infecção, pneumonia e até meningite. Na última vez em que foi parar no hospital, a menina já chegou morta.

Jaira está presa desde o dia 9 de setembro.

Fonte | G1

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