Proposta prevê pagamento do reajuste em três parcelas, 2,6% em agosto, 2,6% em novembro e 2,4% em fevereiro de 2020.

Os deputados encaminharam para o governo do estado uma proposta que promete por fim à greve dos profissionais da educação. No documento, os parlamentares propõem que o reajuste de 7.69% seja concedido aos servidores e pago de forma escalonada. A proposta foi apresentada na sessão de quarta-feira (10) após uma reunião com representantes da categoria.

De acordo com o ofício assinado por todos os deputados, o pagamento do reajuste seria feito em três parcelas, 2,6% em agosto, 2,6% em novembro e 2,4% em fevereiro de 2020.

Na proposta, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (DEM) afirmou que o percentual de aumento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) obtido no primeiro quadrimestre de 2019, no valor de R$ 224,5 milhões possibilitam certo alívio financeiro ao estado.

Além disso, segundo ele o incremento de receita por meio do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), no valor de R$ 268,2 milhões também podem colaborar para que o governo consiga atender às reivindicações da categoria.

Outro fator que contribui para a recuperação econômica do estado é a liberação do Fundo de Auxílio às Exportações (FEX) que está sendo pleiteado pelo governo. Caso o repasse se confirme, serão mais R$ 500 milhões injetados na economia estadual.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valdeir Pereira a proposta dos deputados foi elaborada com base nos pontos discutidos durante assembleia da categoria.

Ele disse ainda que o sindicato está aberto às negociações e às propostas encaminhadas pelo governo do estado.

Em assembleia, professores decidem manter greve — Foto: Marcelo Souza/TVCA

Em assembleia, professores decidem manter greve — Foto: Marcelo Souza/TVCA

Greve

Os profissionais da educação estadual estão de greve há 45 dias. Entre as pautas de reivindicação está o chamamento de concursado para as vagas livre, cumprimento da Lei nº 510/2013 e pagamento dos restos a pagar da RGA de 2018 para assegurar Lei da Dobra do Poder de Compras dos profissionais da Educação.

Fonte | G1

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