A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou nesta 3ª feira (18.set.2018), em Brasília, 1 balanço das ações feitas sob seu comando no Ministério Público. Ela assumiu o cargo há exatamente 1 ano. O documento (íntegra) foca no combate à corrupção no período.

Segundo a PGR, foram 46 denúncias apresentadas contra 144 pessoas no STF (Supremo Tribunal Federal) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça) no último ano. Foram feitos ainda 85 pedidos de abertura de inquérito.

No período, a PGR também pediu 164 arquivamentos de investigações em ambos os tribunais. “O que posso dizer com muita clareza é que nos temos o interesse de continuar com um acervo de casos abertos cuja persecução penal tenha viabilidade”, disse Raquel Dodge na entrevista coletiva em que apresentou os números.

Questionada sobre críticas de ministros do STF, nas próprias decisões de arquivamento, contra a lentidão de investigações e também em relação a delações premiadas que não resultaram em provas concretas, a PGR admitiu que alguns inquéritos de fato são lentos, e que “essa lentidão precisa ser corrigida”.

Raquel Dodge defendeu que cabe somente ao Ministério Público definir sobre a necessidade de arquivar ou continuar investigações. “Se a prova for boa, oferecemos a denúncia, se não for boa, pedimos arquivamento”, disse ela.

A procuradora-geral negou que tenha havido uma redução no número de delações premiadas durante seu mandato. A PGR, que afirmou ter feito, ao longo do último ano, uma “depuração”, numa busca por efetivar o cumprimento de delações já homologadas pela Justiça e na revisão de cláusulas daquelas que ainda não foram homologadas. A ênfase, segundo ela, está na devolução de dinheiro aos cofres públicos.

Fonte | Agência Brasil

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