Vítimas fizeram denúncia à polícia após saberem sobre a prisão da suspeita, Patrícia Severino da Silva. Com pacotes comprados, elas não sabem se vão conseguir viajar.

 

Mulheres que compraram pacotes de viagens de uma suposta promotora de vendas após verem anúncios feitos por ela nas redes sociais começaram a registrar boletins de ocorrência na Polícia Civil por medo de não conseguirem embarcar nas datas previstas.

As denúncias começaram a ser feitas no final de semana, após as vítimas verem uma foto da suposta promotora presa em flagrante, na sexta-feira (21), por suspeita de ter levado um bebê à força de dentro da casa dele, em Minas Gerais, para Cuiabá.

Vítimas começaram a registrar boletim de ocorrência, por medo de não conseguirem viajar (Foto: TVCA/Reprodução)

Patrícia Severino da Silva, de 28 anos, foi presa na Rodoviária de Cuiabá, quando chegava com o bebê de apenas 15 dias de vida. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que solicitou o apoio da polícia de Mato Grosso. Patrícia está presa na capital e deve ser transferida nesta quarta-feira (25) para o estado onde o crime teria ocorrido.

Pelo menos 20 mulheres teriam comprado pacotes de viagens com Patrícia, após verem posts feitos por ela nas redes sociais, com promoções. Elas alegam que pesquisaram as vendas já feitas pela suspeita e que receberam boas recomendações. Agora, porém, temem não conseguirem desfrutar as viagens.

“A minha passagem está marcada para o dia 12 de agosto para Maceió, no valor de R$ 2.680,00. Meu medo é ela fugir quando for solta”, disse uma das vítimas, que prefere não ser identificada.

Outra mulher, que também pediu para ser mantida em sigilo, relatou ter pago R$ 4,3 mil para embarcar com três crianças para o litoral nordestino. No grupo montado pelas vítimas em uma rede social, cada pessoa relata ter realizado pagamentos de pelo menos R$ 2 mil por viagens que não sabem se serão realizadas.

As vítimas tentaram contato com a suspeita no presídio onde ela estava sendo mantida, na capital, e teriam sido informadas por Patrícia de que deveriam procurar o marido dela para resolverem a situação.

“Ela disse que, infelizmente, não teria como emitir os bilhetes, as passagens, e pediu para a gente procurar o marido. Mas a gente o procura e ele diz que não tem conhecimento do que ela fazia, sendo que era ele quem ia fazer o recebimento, passar o cartão”, relatou uma das vítimas.

Fonte | G1MT

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